<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683</id><updated>2011-07-28T07:04:37.457-07:00</updated><title type='text'>Só assim mesmo</title><subtitle type='html'>e assim vamos vivendo e sendo, não necessariamente nessa mesma ordem...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-8692009409939049741</id><published>2010-01-29T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T11:48:48.930-08:00</updated><title type='text'>Página em BRANCO</title><content type='html'>&lt;p&gt;No portal do excelentíssimo José Serra (www.joseserra.com.br), quando você clica no link Projetos de Sucesso), olha o que aparece:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/S2M6-VQ8_iI/AAAAAAAAEG4/wTKAE9M1GJo/s1600-h/serra.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/S2M6-VQ8_iI/AAAAAAAAEG4/wTKAE9M1GJo/s320/serra.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432250418073501218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: na aba do navegador, com o título da página, que está no código HTML, está escrito: Governador José Serra. E eu que achava que propaganda política com uso do cargo não podia. Uma coisa é o site do José Serra outra é o do Governador José Serra. Mas sabe que pelo menos o domínio está certo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.com.br&lt;/span&gt;. Governador José Serra é domínio .com.br e não .gov.br!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-8692009409939049741?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/8692009409939049741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=8692009409939049741' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8692009409939049741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8692009409939049741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2010/01/pagina-em-branco.html' title='Página em BRANCO'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/S2M6-VQ8_iI/AAAAAAAAEG4/wTKAE9M1GJo/s72-c/serra.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-1532481268506906985</id><published>2009-11-05T10:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T08:09:30.786-08:00</updated><title type='text'>Política de quê mesmo?</title><content type='html'>To eu aqui trabalhando e começo a caçar a política de transporte público do Estado de São Paulo... Onde irei achar isso, me pergunto? No portal do governo do estado, me responde quase obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SvMa2FpwK_I/AAAAAAAAEGs/mSMeXXXc-mE/s1600-h/busca_transp_gov_estado.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 269px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SvMa2FpwK_I/AAAAAAAAEGs/mSMeXXXc-mE/s320/busca_transp_gov_estado.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400689894679915506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digito a palavra "transporte" na busca e me surpreendo com o fato de que na página de resultados as fotos aparecem antes dos textos!!!! Adivinhem quem aparece nas fotos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao foco. Percorro as páginas e vou para o site da Secretaria Estadual de Transportes: NADA!!! Não é possível, penso eu. Um governo cujo slogan é "planejamento e trabalho", especialista em fazer relatórios e apresentar números não pode não ter um plano... A Secretaria possui missão: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Desenvolver um sistema de transportes seguro, rápido,                            econômico, integrado, confortável e abrangente                            que assegure a mobilidade de bens e de pessoas e estimule                            o desenvolvimento econômico, social e ambiental                            sustentáveis para o Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;/span&gt;.  Possui programas e projetos (aeroporto, hidrovia tietê paraná,  porto de são sebastião, programa de concessões, qualidade rodoviária, rodoanel, transporte sustentável), ouvidoria, serviços, mas não possui uma POLÍTICA para o Transporte Público do Estado.... Não é possível... OPS PERAÌ! Achei um tal de &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.transportes.sp.gov.br/v20/pddt.asp" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;PDDT - Plano                            Diretor Desenvolvimento dos Transportes&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; Legal! Segundo o site, o plano é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"um instrumento de planejamento contínuo que, a partir de um diagnóstico do sistema atual, da identificação dos seus gargalos e pontos críticos estabelece as estratégias institucionais, de investimento e gestão, indicando as ações prioritárias das políticas públicas para o setor".&lt;/span&gt; Continuo percorrendo as três paginas com informações sobre o PDDT (sim, tudo isso) e nada! Nada de transporte público.... :-(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desisti e fui ao site da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, EMTU, Metrô e CPTM. Ah, agora cheguei no lugar certo! E não é que no menu esquerdo, em "Planos e Projetos", achei um tal de PITU - Plano Integrado de Transportes Urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ops, antes disso:&lt;/span&gt; nesse mesmo menu, tem o plano de expansão, nas versões português e inglês, coisa pra inglês ler mesmo!!!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro no site do &lt;a href="http://www.pitu.stm.sp.gov.br/"&gt;PITU&lt;/a&gt;, tosco por sinal. Num link bem pequenininho, encontro as explicações. Vou reproduzir na íntegra porque não é grande coisa mesmo... ops, coisa extensa mesmo....&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="style17"&gt;&lt;span class="style18"&gt;&lt;span class="style20"&gt;&lt;strong&gt;Pitu 2020: uma referência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há seis anos a Região Metropolitana de São Paulo elaborou o Pitu 2020 com objetivos que atendiam a visão de uma metrópole competitiva, saudável, equilibrada, responsável e cidadã. As recomendações do Pitu 2020 fazem parte das prioridades do Governo do Estado e sua metodologia e propostas se tornaram referência no planejamento dos transportes em Regiões Metropolitanas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="style19"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pitu 2025: a atualização &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após a edição do PITU 2020 foram publicados os resultados do Censo de 2000 que trouxe novas luzes para a compreensão da dinâmica de desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, importantes mudanças ocorreram no marco jurídico da política urbana com a promulgação do Estatuto da Cidade, em julho de 2001, que traz nova diretriz e instrumentos para a gestão das cidades e seu financiamento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="style19"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pitu 2015: Região Metropolitana de Campinas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A concepção e metodologia do Pitu estende-se para a Região Metropolitana de Campinas que realiza o seu primeiro plano integrado de transporte. Neste site estão os documentos, mapas e um banco de dados sobre este plano, em finalização. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Além dessa maravilhosa explicação, na página inicial o PITU, temos os seguintes links que falam por si mesmos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="791" align="center" background="fundo.jpg" border="0" cellspacing="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="760"&gt;&lt;p class="style17"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.pitu.stm.sp.gov.br/_HPSTM_Nova/od_baixada.pdf"&gt;Leia       apresentação dos principais resultados da Pesquisa Origem e Destino 2007       Baixada Santista&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="760"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://www.pitu.stm.sp.gov.br/sintese_od_2007.pdf" target="main"&gt;&lt;b&gt;Leia       apresentação dos principais resultados da Pesquisa Origem e Destino 2007       RMSP&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td valign="top" width="760"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.pitu.stm.sp.gov.br/_HPSTM_Nova/Plano_Expans%C3%A3o.pdf"&gt;Leia       apresentação sobre Plano de Expansão 2007-2010 da STM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td class="style19" valign="top"&gt;&lt;a href="http://www.pitu.stm.sp.gov.br/Pitu_2025/index.html" target="main" class="style20"&gt;Leia apresentação sobre o Pitu 2025 &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Três links para números e o último com a possibilidade de fazer o download do PITU, sim&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ele existe e está em PDF!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não li, mas volto porque não gosto de cometer injustiças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto também para analisar o tema em outros estados e no governo federal. Aguardem!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-1532481268506906985?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/1532481268506906985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=1532481268506906985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1532481268506906985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1532481268506906985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/11/politica-de-que-mesmo.html' title='Política de quê mesmo?'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SvMa2FpwK_I/AAAAAAAAEGs/mSMeXXXc-mE/s72-c/busca_transp_gov_estado.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-2279577534016788823</id><published>2009-03-30T12:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T13:16:50.831-07:00</updated><title type='text'>Revolução científica, Hamlet e Modernidade</title><content type='html'>Olá queridas e queridos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a unidade 2 desse módulo, entitulada "Revolução Científica", gostaria de usar um textos de Shakspeare para refletir sobre uma frase que aparece em 2.5.1 "Gurus do método científico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As diferentes buscas por respostas fizeram-se acompanhar de variações na forma, no método de se refletir sobre a realidade, de se produzirem conhecimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos conversando sobre as motivações do homem em buscar explicações sobre o mundo em que vive. Penso que a sociedade se articula em rede o tempo todo. Vivemos em relações (com nós mesmos, com os outros, com a natureza, com o mundo, com a ideologia, etc.). Assim, a cultura é uma forma de expressão dessas relações ou articulações. Simplificando bastante, uma das coisas que difere o homem dos animais irracionais, é sua capacidade de transferir conhecimento, ou seja, é a cultura. Quer dizer, a gente acaba partindo do ponto que outros pararam, porque de alguma forma esse ponto foi comunicado pra gente. Então, temos aqui que a cultura é uma rede que é transmitida pela comunicação. Seja ela de que tipo for (oral, escrita, midiática, via códigos etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre estamos acostumados a ter esse pensamento nos campos chamados da ciência. O positivismo (que influenciou bastante o chamado pensamento científico) propunha que poderíamos isolar um objeto para estudá-lo. A descoberta do átomo de Ruterford, que provou que o átomo não era uma partícula, mas um sistema de prótons, eletrons e neutrons; trouxe uma nova perspectiva à ciência. Ou seja, se até a partícula menor não é indivisível como se acreditava, então, não somos capazes de isolar um objeto, ou seja, tudo é sistemico e existe em relação e nosso olhar sobre as coisas deve levar essas relações em consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as tribos bem antigas o homem vive em rede e se organiza de alguma forma. Fico pensando que no momento em que as mulheres ficam na “aldeia” cuidando da família e da agricultura e que os homens vão para a caça, temos pelo menos duas sub-redes aqui. E a tecnologia ou técnica surge desde essas organizações. &lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);" &gt;Aquelas primeiras ferramentas que o homem fazia com as pedras, o tal do machadinho, eram tecnologia. Ou seja, a tecnologia permeia toda a cultura humana, toda sua existência. E é a partir da tecnologia que o homem rompe com o ciclo da natureza e passa a viver seu próprio tempo, que cada vez mais independe do tempo da natureza. &lt;strong&gt;A tecnologia é, portanto, inerente à cultura humana&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;  No livro &lt;strong&gt;O presente do fazedor de machados&lt;/strong&gt; os autores discutem de maneira muito interessante essa questão de como a tecnologia sempre acompanhou o homem e a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a tecnologia, a necessidade de entender o mundo e suas relações também são características da cultura humana. Quando, por meio da técnica, o homem deixa de estar submetido ao tempo da natureza, ele passa a tentar dominá-la. Podemos dizer, então, que a primeira revolução tecnológica acontece lá na época do homem das cavernas... Assim, pensando na pergunta inicial deixada por nossa querida tutora: &lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);" &gt;Como você vê a relação que se estabelece entre ciência e tecnologia, com seus produtos e processos?&lt;/span&gt;. Vejo que ciência e tecnologia estão diretamente ligadas, e mais do que isso, cultura, tecnologia e conhecimento estão diretamente ligados, sendo que um modifica e é modificado pelo outro. Sendo a ciência um campo do conhecimento (assim como a filosofia, o emprirismo, a teologia etc.), ela é também modificada e modifica a cultura, a tecnologia e o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, se pensarmos na ciência, na tecnoloigia, nos seus produtos e processos hoje, estamos pensando necessariamente na modernidade e na pósmodernidade (como alguns chamam), na globalização econômica e na mundialização da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que uma das passagens marcantes da civilização ocidental foi exatamente a passagem para a Modernidade, que se caracteriza de maneira simplória pela indagação do homem sobre seu papel no mundo. Pelo questionamento que o homem faz de sobre sua própria existência. Pelo antropocentrismo, as chamadas revoluções científica e comercial, a descoberta do mundo e de outras culturas etc., o que traz novas perspectivas ao ser humano. Deus não está mais no centro do Universo. É nesse panorama que se desenvolve a chamada filosofia humanista ou renascentista. "O humanismo se expande a partir de 1460, com a fundação de academias, bibliotecas e teatros em Roma, Florença, Nápoles, Paris e Londres. A escultura e a pintura redescobrem o corpo humano. A arquitetura retoma linhas clássicas e os palácios substituem os castelos. Expandem-se a prosa e a poesia literárias, a dramaturgia, a filosofia e a literatura políticas". (RENASCIMENTO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A episteme - sentimento de uma época - da modernidade é o fato de o homem ser maior do que Deus e ser dono de sua existência. Assim, como nas ciências, o modelo positivista de interpretação do mundo prevalece. A racionalidade passa a ser o centro do pensamento. Penso logo existo! Descartes exprime esse sentimento nessa frase. A existência do homem passa a estar atrelada à sua racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sociólogo Otávio Ianni, numa palestra num congresso estudantil, colocou que Shakspeare era, por excelência, o homem da modernidade. Questão que me chamou a atenção, mas a qual eu não pude entender na época. No Módulo 1 dessa disciplina, temos no material a cena do filme HAMLET, baseado na obra Hamlet de Shakspeare e que se inicia com a famosa frase: “Ser ou não ser – eis a questão” etc. Esse trecho me fez pensar muito nas questões que estamos tratando. Durante a faculdade, fiz uma análise dessa peça e de sua relação com a modernidade e gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês, porque penso que se relacionam bastante com essas questões que estamos tratando e refletindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamlet durante toda a ação dramática hesita em matar o seu tio Cláudio, assassino de seu pai que casou com sua mãe logo após o enterro. O tempo psicológico de Hamlet é marcado pela crise entre agir e pensar. A peça toda é marcada pelos monólogos do príncipe, em que questiona a veracidade e a realidade das coisas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise do trecho abaixo, retirado da peça e que se encontra no meio da ação dramática, representando o momento em que Hamlet começa a romper com sua “medievalidade” e passa a agir cada vez mais guiado pela razão; Esse é o monólogi mais conhecido da obra e, muitos, mesmo que nunca tenham lido nada do autor, já ouviram a indagação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ser ou não ser, eis a questão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será mais nobre em espírito viver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sofrendo os golpes e as frechadas da afrontosa sorte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou armas tomar contra um mar de penas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dar-lhes um fim: morrer, dormir...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só isso e, por tal sono, dizer que acabaram&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Penas do coração e os milhões de choques naturais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Herdados com a carne? Será final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A desejar ardentemente... Morrer, dormir;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dormir, sonhar talvez... Mas há um contra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois nesse mortal sonho outros podem vir,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Libertos já do mortal abraço da vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deve ser um intervalo... É o respeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que de tal longa vida faz calamidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois quem pode suportar do tempo azorrague e chufas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os erros do tirano, ultrajes do orgulho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As angústias de amor desprezado, a lei tardia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A insolência das repartições e o coice destinado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pelos inúteis aos meritórios pacientes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para quê se pode aquietar-se, acomodar-se,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com um simples punhal? Quem suportará,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Suando e resmungando,vida de fadigas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senão quem teme o horror de qualquer coisa após a morte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;País desconhecido, a descobrir, cujas fronteiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não há quem volte a atravessar e nos intriga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nos faz continuar a suportar os nossos males&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em vez de fugir para outros que desconhecemos?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim a todos nos faz covardes nossa consciência,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim o grito natural do ânimo mais resoluto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se afoga na pálida sombra do pensar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E as empresas de mor peso e alto fim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tal vendo mudam o seu rumor errando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nada conseguindo! Sossega agora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, devagar, agora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A bela Ofélia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Para Ofélia) Ninfa, em tuas orações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sejam sempre lembrados meus pecados”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(SHAKSPEARE)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser ou não ser? Essa é a questão existencial de Hamlet. Ele questiona sua própria existência e a forma como a qual ela se dá. A questão para Hamlet é exatamente sobre sofrer na alma pedradas e flechas do destino feroz, em que o homem é comandado por esse destino; ou pegar em armas contra o mar de angústias combatendo-o, dando-lhe fim: tornar-se seu próprio centro e comnadar suas atitudes e consequencias. Ficar à mercê do destino ou tomar a vida em suas próprias mãos e agir? “E assim, a reflexão faz de todos nós covardes/ E assim o matriz natural da decisão/ Se transforma no doentio pálido do pensamento./ E empreitadas de vigor e coragem,/ Refletidas demais, saem de seu caminho,/ Perdem o nome de ação”. Refletir demais o leva a não agir; Hamlet vive uma crise entre sua racionalidade – que o faz não agir – e seus instintos e ações que, até então, eram tidas como as mais corretas no contexto cultural em que estava inserido (como matar o traidor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final desse diálogo, Hamlet vê Ofélia rezando. Aqui temos o caráter religioso, que marca a era anetrior ao pensamento moderno, antropocentrista por excelência; época essa em que Deus era o centro do Universo. Hamlet é escrita num momento em que a história humana ocidental efetuava essa passagem, que durou mais de um século. Quando ve Ofélia, Hamlet diz: “Mas, devagar, agora!/ A bela Ofélia!/ (Para Ofélia) Ninfa, em tuas orações/ Sejam sempre lembrados meus pecados”. Essas falas antecedem o momento em que Hamlet rompe com Ofélia e descobre que ela fora joguete nas mãos de seu pai e de seu tio Cláudio. Esse rompimento é essencial para que o princípe prossiga com seus planos, a partir de então marcados pela ação. Pode-se entender isso como o rompimento com o pensamento teocêntrico, quando Hamlet passa a agir de acordo com sua consciência e não mais sob influência do destino. Matar ou não Cláudio, não é a questão, mas sim o porquê de matá-lo. O espectro do rei, pai de Hamlet, é outro elemento teocêntrico na peça, com o qual Hamlet também rompe. Hamlet não acredita no que o fantasma lhe conta e precisa armar a cena do teatro para que comprove, através da reação do tio, que o pai fora envenenado. É a razão que lhe dá certeza. Agora que a verdade foi descoberta, poderia agir sem receio, mas ainda não o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suposta loucura de Hamlet também deve ser analisada. Quando começa a tomar consciência das coisas ele é tido como louco e utiliza-se dessa “loucura” para colocar seus planos em andamento. Está presente aqui o conflito entre consciente e inconsciente e entre razão (conhecimento científico) e a loucura, O renascimento é um momento de ampliação dos conhecimentos científicos. Para o homem medieval esses conhecimentos geram conflitos, pois questionam sua forma de ver o mundo. Indaga suas verdades, o que pode o levar à loucura ou ao questionamento. E é exatamente esse questionamento que marca as ações de Hamlet durante toda a peça, ele pode ser visto como esse homem de transição entre a cultura medieval e o homem moderno, suas indagações são as mesmas que transformam o homem moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fica a pergunta: em tempos de tecnologias da comunicação e informação, como fica o homem moderno?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BURKE, James e ORNSTEN, Robert. &lt;strong&gt; O Presente do Fazedor de Machados&lt;/strong&gt;. 1º edição, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. ISBN 85-286-0668-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- RENASCIMENTO Cultural. Disponível em: http://br.geocities.com/fusaobr/renascimento.html. Acesso em: 30/03/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SHAKESPEARE, Willian. &lt;strong&gt;Hamlet&lt;/strong&gt;. Tradução de José Blanc de Portugal, Editorial Presença, 3ª. ed., 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-2279577534016788823?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/2279577534016788823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=2279577534016788823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/2279577534016788823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/2279577534016788823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/revolucao-cientifica-hamlet-e.html' title='Revolução científica, Hamlet e Modernidade'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-9049572511573685268</id><published>2009-03-30T10:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T10:49:15.146-07:00</updated><title type='text'>Ciência, filosofia, teologia, religião e verdade</title><content type='html'>Ainda refletindo sobre a tal ciência, ontem assistimos o Programa Café Filosófico, na TV Cultura, em que a filósofa brasileira Viviane Mosé falou sobre Nietzche. Foi maravilhoso, porque ampliou nossa cosciência sobre o filósofo e sobre a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem alguns trechos que peguei no Youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca do debate sobre ciência, filosofia, teologia, religião e verdade, queria apontar esse vídeo com um trecho do programa Café Filosófico do dia 29/03/229, da TV Cultura, sobre Nietzche, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=10g1Dp1eod4"&gt;nesse link&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filósofa Viviane Mosé termina esse trecho dizendo assim: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por isso que não tem nada a ver religião com fé, religião é uma coisa de ser humano e, em geral, nefasto, difícil e perigoso. Agora, fé é um assunto maravilhoso. eu por exemplo tenho muita fé, tenho fé na vida, nas coisas que brotam, no dia que nasce e acredito que tudo é interessante, que os conflitos sejam bons, que todas as coisas têm uma porção interessante, que a gente pose tirar sempre alguma coisa de belo&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mz8S584TmHo&amp;amp;feature=related"&gt;Aqui&lt;/a&gt;, mais um trecho desse programa, que fala mais exatamente sobre o niilismo como negação dos valores superiores. A filósofa explica que para Nietszche, &lt;strong&gt;"a Morte de Deus é o que mata a Modernidade. Mas a morte de Deus é muito diferente do que as pessoas pensam, Morte de Deus é o seguinte: quando a ciência nasce, a religião perde o valor. Então, quem mata Deus é a ciência, o homem científico"&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuação ela explica que esse homem moderno cria outra ilusão. Esse homem reage à Deus e no trono que ele tinha antes dedicado a Deus ele coloca outra coisa, o futuro. Cria outra metáfora, ilusão, mundo, que é o futuro.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=w1WDIicJjMk&amp;amp;NR=1"&gt;&lt;br /&gt;Nesse trecho do programa&lt;/a&gt; , a filósofa trata da relação do homem com o mundo, sua necessidade de entendê-lo e explicá-lo. E a partir disso, em sua relação com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz: &lt;strong&gt;"a verdade não é produto da nossa curiosidade humana em descobrir o que as coisas são, a verdade é produto do nosso medo da morte, a verdade é a necessidade de estabelecer no mundo a duração, a verdade é produto de uma necessidade psicológica de duração, é literalmente o que Nietzche diz"&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALE A PENA ASSISTIR INTEIRO!!!!&lt;!-- Signature --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-9049572511573685268?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/9049572511573685268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=9049572511573685268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/9049572511573685268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/9049572511573685268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/ciencia-filosofia-teologia-religiao-e.html' title='Ciência, filosofia, teologia, religião e verdade'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-1940609177171413356</id><published>2009-03-30T10:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T10:45:32.640-07:00</updated><title type='text'>Ciência, tecnologia, mercantilismo e tempo</title><content type='html'>Continuando a série sobre o curso da FGV, segue mais uma reflexão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, levando em conta o que está sendo construído nesse espaço e as leituras do módulo, começo a fazer alguns apontamentos sobre as reflexões que me causaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando muito sobre o domínio da economia sobre as outras esferas em tempos pós revolução-industrial e de revolução tecnológica. Numa primeira análise, acho que a relação mercantil com a ciência, nos dias de hoje, é certa e acho difícil mudarmos isso num médio prazo, por isso, sempre fico pensando que o debate é sobre o papel do Estado (e portanto dos governos brasileiros) nesse processo. Para discutirmos isso, como coletivo social, precisaríamos pensar, refletir e negociar quais são as prioridades da nação brasileira, qual nosso projeto de nação. A partir daí, conseguimos agir para exigir, transformar e adaptar nossos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas universidades públicas ou privadas, por exemplo, temos empresas financiando salas ou grupos de pesquisa. Isso, naturalmente, direciona a ciência para resultados esperados por essas empresas. Isso é um problema? Não, se não for só isso o que ocorrer. Quer dizer, se o governo entender que as empresas desempenham o papel de financiar a pesquisa mais imediatista e voltada a interesses diretos e disponibilizar verbas e projetos para outras formas de pesquisa e desenvolvimento, não teremos um único caminho de pesquisa para o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, enquanto tivermos um projeto neo-liberalizante de governança, teremos o ensino e a pesquisa voltados para resultados imediatistas e mercantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos textos da unidade 2 traz um dado interessante para contrapor essa visão imediatista e “focada” da pesquisa. Falando sobre o surgimento da internet etc., a jorbalista Cora Rónai explica que quem percebeu a potencialidade da relação homem-computador não foi um dos pesquisadores dedicados diariamente a desenvolver as grandes máquinas de calcular da época, mas sim o psicólogo Joseph Carl Robnett Licklider, “de tanto brincar com elas &lt;strong&gt;como não-especialista&lt;/strong&gt;, Lick foi a primeira pessoa a intuir que, um dia, aqueles mostrengos poderiam se transformar em extensões do cérebro humano. Em 1960, publicou as suas idéias sobre o assunto em Simbiose Homem-Computador – e nada foi mais como antes”. (RÓNAI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Marc Andreessen, que criou o Mosaic, e depois o Netscape, a partir do protótipo de browser do CERN, foi o primeiro milionário com fama de pop star da rede. Mas Tim Berners-Lee, o discreto gênio de Genebra, hoje no MIT, não se arrepende de não ter patenteado a sua invenção. Ele prefere a sensação de realização que sente ao ver a Web crescendo sem barreiras a uma montanha de dinheiro no banco”. (RÓNAI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de &lt;strong&gt;Profetas e Patinetes&lt;/strong&gt; de Luiz Fernando Verissimo, apresentado no material da unidade 2, nos faz refletir sobre como “endeusamos” os cientistas, buscando neles as respostas para o futuro ou para nossas angústias epocais. Uma das características filosofia de Nietzsche era exatamente apontar a existência no tempo presente. A partir daí, tanto a filosofia como a ciência e outras áreas do conhecimento começaram a se permitir arriscar teorias e palpites sobre os movimentos, acontecimentos e fenômenos do presente. Escrevo arriscar, porque falar do presente certamente é recair em erros. Uma ciência do passado analisa fatos já ocorridos e, portanto, mais estanques e refletidos. Uma ciência do futuro só será compreendida no futuro e, portanto, avaliada no futuro e o futuro é o tempo por vir e portanto, não existe na conjuntura atual. Uma ciência do presente necessariamente analisa fatos e verdades ainda mais efêmeras. Com as Revoluções Industrial e Tecnológica o tempo presente é cada vez mais “rápido” e suas transformações e efemeridades também. Assim, uma ciência que busque se aplicar ao presente precisa necessariamente se adaptar a essa velocidade, mas sem deixar de lado a crítica ao “apertamento” do tempo. Quer dizer, precisamos nos relacionar com o tempo de maneira positivia, não podemos mudá-lo, mas podemos sim, mudar nossa perspectivas sobre o tempo necessário para determinada atividade ou comprovação. Não mudaremos o tempo, mas podemos mudar os paradigmas de nossa relação com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RÓNAI, Cora. &lt;strong&gt;Internet, a informação franqueada&lt;/strong&gt;. O Globo. Rio de Janeiro, n. 33, 1999. Globo 2000, p. 770-771.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERISSIMO, Luiz Fernando. &lt;strong&gt;Profetas e patinetes&lt;/strong&gt;. O Globo. Rio de Janeiro, 15 out. 2000. Opinião, p. 7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-1940609177171413356?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/1940609177171413356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=1940609177171413356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1940609177171413356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1940609177171413356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/ciencia-tecnologia-mercantilismo-e.html' title='Ciência, tecnologia, mercantilismo e tempo'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-3573870449518183229</id><published>2009-03-25T09:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T10:04:32.985-07:00</updated><title type='text'>CONHECIMENTO CIENTÍFICO II</title><content type='html'>Olá queridas e queridos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boa tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue uma análise do texto “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O VALOR da ciência e da divulgação&lt;/span&gt;”, escrito por Francisco Ângelo Coutinho Filósofo da ciência e Rogério Parentoni Martins Professor de Ecologia e Coordenador e que consta no material desse curso da FGV que estou fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verde as partes do textos e em preto meus comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto começa com uma citação de Kierkgaard, que, segundo a Wikipidia foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, que é conhecido por ser o "pai do existencialismo", embora algumas novas pesquisas mostrem que isso pode ser uma conexão mais difícil do que fora, previamente, pensado”. (WIKIPEDIA, 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt;“O sujeito (cientista), em seu relacionamento com o mundo (atividade científica), consigo mesmo e com o absoluto, nada encontra de firme. A existência é algo incerto e inseguro. (Kierkgaard) “.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(COUTINHO e MARTINS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt;”O conhecimento científico tem as qualidades de imperfeição e dúvida, por isso não há consenso na comunidade científica”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(COUTINHO e MARTINS) Concordo, assim como acontece com o conhecimento filosófico, teológico, empírico e tantos outros. Penso que não há consenso em qualquer comunidade humana, porque existirão tantas verdades quanto pessoas refletindo sobre o mundo. Realmente acredito que todos refletimos sobre o mundo, a vida etc. Cada um de sua forma, com sua maneira, com suas ferramentas e seus tempos... Não quer dizer que todo mundo produza ciência, até porque como vimos, a produção da ciência leva em conta todo um método definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas penso diferente do que o autor coloca sobre o desconhecimento do método científico levar à crença em superstições. &lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt;“Um dos responsáveis pelo apego a superstições é o desconhecimento de como a atividade científica é desempenhada&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;”.(COUTINHO e MARTINS) Isso pode ocorrer sim, certamente, mas não é o único processo. Quer dizer, posso conhecer o método científico muito bem e optar conscientemente por não elegê-lo como forma de explicar o mundo para mim. Posso entendê-lo e colocá-lo no mesmo patamar que outros conhecimentos colocados como “supersticiosos” pelo autor. Posso optar por uma análise de mundo que não seja hierárquica e que leve em consideração todos os tipos de conhecimento disponíveis em meu contexto, inclusive meu conhecimento das “experiências da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt;“Tais imperfeições da prática científica têm justificado para alguns o aumento da propagação da crença em superstições ou explicações pseudocientíficas: se a ciência nem sempre está correta e não é uma fonte de riquezas morais, então o melhor é buscar uma ciência alternativa. Uma vez colocados em dúvida os conhecimentos científicos, abre-se o caminho para crenças sobre a vida emocional das plantas, continentes que emergem e afundam rapidamente, Terras ocas, canalização dos mortos, deuses astronautas, estupro astral, alienígenas entre nós, civilizações subterrâneas e criacionismo científico&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;”.(COUTINHO e MARTINS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando que o fato de uma pessoa não acreditar no conhecimento científico como único ou melhor que dispomos para “&lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt; investigar fenômenos naturais e fornecer soluções para problemas concretos”, não quer dizer que “caem no conto do vigário, crendo estar comprando livros com alguma informação sensata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;”(COUTINHO e MARTINS), me parece que isso pode ser uma análise etnocêntrica sobre o valor da metodologia científica. Sim, existem “charlatanismos”, inclusive que usam do “método científico” para se justificar!!! Não necessariamente quem desconhece ou não entende como o conhecimento científico é adquirido, “&lt;span style="color:green;"&gt;&lt;em&gt;acredita na ciência alternativa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;” (COUTINHO e MARTINS) ou em superstições é uma visão muito reducionista da coisa e muito prepotente sobre a ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores colocam que “&lt;span style="color:green;"&gt; &lt;em&gt; Desde os gregos, sabemos que o desejo de conhecer o mundo é inerente à nossa natureza. Por isso, pessoas que pagam por crenças e superstições, em boas livrarias, não devem ser consideradas ignorantes. Elas desejam sinceramente compreender e sondar o mundo ao seu redor, mas, por não entenderem como o conhecimento científico é adquirido, caem no conto do vigário, crendo estar comprando livros com alguma informação sensata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;”.(COUTINHO e MARTINS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva a pensar na pedagogia proposta por Paulo Freire. O educador colocava que &lt;em&gt;a educação libertadora encarna a busca permanente que fazem homens e mulheres, uns com os outros, no mundo em que e com que estão, de seu Ser Mais. Na educação libertadora, o homem e a mulher sociais estão em constante transformação. Homens e mulheres são seres inacabados e, portanto, em constante crescimento e aprendizado. O aprendizado deve se dar no concreto, na reflexão crítica do homem e da mulher a respeito da realidade, na expressão de suas raízes e vivências populares, na compreensão de sua condição de seres sociais&lt;/em&gt; (CASA BRASIL). Daí, Paulo Freire propõe uma prática educativa libertária em que "&lt;em&gt;ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Educadores e educandos compartilham conhecimentos na busca de sentidos comuns, exercitando diariamente o amor, o respeito, a compreensão e o diálogo. Isso não quer dizer que o processo educativo não tenha que ser planejado e conduzido de forma sistemática para a sua efetivação&lt;/em&gt; (CASA BRASIL). Ao contrário, para Paulo Freire, &lt;em&gt;"a tarefa do educador é problematizar os conteúdos programados para os educandos.&lt;/em&gt;" (in CASA BRASIL). Essa problematização centra-se no diálogo entre educadores e educandos a respeito dos temas referentes aos conteúdos, de forma relacionada à realidade e às condições do contexto socioeconômico e cultural dos educandos. “&lt;em&gt;A educação libertadora se dá entre seres dialógicos, que privilegiam o diálogo como única condição para o conhecimento das pessoas e de tudo que as cerca, numa busca contínua de compreensão da realidade e aprendizagem nesse processo de compreensão&lt;/em&gt;”. (in CASA BRASIL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os autores respondem a uma pergunta feita no início do texto: &lt;span style="color:green;"&gt;&lt;em&gt;“Por que pessoas inteligentes ignoram certos conhconhecimentos científicos modernos e se apegam a crenças pré-medievais?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;”, com a seguinte indicação: “&lt;span style="color:green;"&gt;&lt;em&gt;Uma das respostas é a de que o desconhecimento da capacidade explicativa limitada da ciência, abre caminho para a superstição. Quando uma pessoa adoece, ela pode tomar remédio, rezar ou ambos. Se ela reza e não toma o remédio é porque está convicta do poder curativo da reza e desconhece ou despreza um tratamento cientificamente comprovado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;”.(COUTINHO e MARTINS) Ou se ela apenas toma remédio é porque conhece um tratamento cientificamente comprovado ou não o conhece e acredita em sua eficiência porque o médico, que é um Dr. Estudado e intelectualizado, disse. Os autores no texto contam o caso de seres humanos usados como caobais para o estudo de certas doenças e a comprovação científica da eficácia do uso de determinado medicamento. Podemos analisar os resultados de pelo menos algumas maneiras. “ &lt;span style="color:green;"&gt;&lt;em&gt; Seres humanos são usados como cobaias para estudar certas doenças, como ocorreu em Tuskegee, Alabama, de 1932 a 1972. Nesse estudo, foi informado a um grupo de 309 negros com sífilis e outro com 210 sem a doença, que estavam com o sangue ruim. A todos foi prometido tratamento (penicilina), mas recebiam somente água com açúcar. Em 69, morreram 28, em 72, 74, e, em 97, apenas sete sobreviveram&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; (COUTINHO e MARTINS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos inferir que a penicilina é eficaz no tratamento da sífilis, podemos perceber que algumas pessoas morreram mesmo sem ter sifílis, mas essas pessoas podiam ter, por exemplo, Diabets, e morreram por conta de estarem tomando açúcar!!! Podemos ainda pensar que água com açúcar ajudou 7 pessoas a sobreviverem; podemos inferir que os que morreram não tinham fé e muitas outras coisas. Em fim, o que quero dizer aqui é que mesmo o método científico pode justificar outros pensamentos e conclusões não tão científicas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de desconhecermos os métodos científicos não quer dizer necessariamente que somos ignorantes e que não possuímos sabedoria ou conhecimento sobre as coisas. O fato de desprezarmos o conhecimento científico como único ou melhor também não nos faz ignorantes ou supersticiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando que o fato de percebermos o conhecimento científico como único ou melhor capaz de resolver os problemas da humanidade ou dar conta de nossa busca como seres humanos (que aliás deve existir bem antes da Grécia Antiga!), isso sim nos torna ignorantes, pois cria uma lente sobre o que vemos e observamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores colocam ainda que uma das causas do problema da dificuldade em se perceber o valor da ciência é a linguagem hermética usada pelos cientistas. “&lt;span style="color:green;"&gt;&lt;em&gt;Basta que mudem sua linguagem. É o mínimo que se espera numa democracia, onde as pessoas precisam se entender. Aliás, esse seria um serviço útil dos cientistas à própria compreensão da ciência que tanto prezam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;”(COUTINHO e MARTINS). Se esse fosse o maior problema, sua resolução seria fácil. Bastraia contratarmos tradutores, jornalistas, linguistas e o problema estaria resolvido. É claro que existe um problema de linguagem na transmissão dos conhecimentos gerados pela ciência, do método utilizado etc. E isso certamente leva a muitos não entenderem, desconhecerem ou mesmo desprezarem o conhecimento científico em detrimento de outros, supersticiosos ou não. Mas não podemos dizer que as pessoas acreditam nas tais “superstições ou pseudo-ciências” simplesmente porque são mais fáceis de ler ou entender. Mais uma vez estamos sendo reducionistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender, apreender e transmitir conhecimento, como colocado na unidade 3, são peças chave da educação e isso serve para o questionamento e o aperfeiçoamento do conhecimento apreendido e, portanto, para o exercício da cidadania. E esse exercício consiste inclusive em perceber e entender que o mundo não é feito de unidades, mas de pluralidades e que nada é superior a nada, mas sim, convivemos o tempo todo com as diferenças que existem dentro de cada um e nas relações com outros e com o mundo. Assim, a compreensão não deveria levar à escolha de uma visão de mundo, mas sim à percepção de como as visões se articulam e como podem contribuir conjuntamente para alcançarmos um mundo melhor e sim, cheio de diferenças!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Einstein “a imaginação é mais importante que o conhecimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- EaD CASA BRASIL. Material da Oficina à distância &lt;strong&gt;Formação de Educadores Populares em Rede&lt;/strong&gt;. Disponível em: http://cursos.casabrasil.gov.br. Acesso em: 25 de Março de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- COUTINHO, Francisco Ângelo e MARTINS, Rogério Parentoni. &lt;strong&gt;O VALOR da ciência e da divulgação&lt;/strong&gt;. Jornal da ciência, Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, n. 420, set. 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- WIKIPEDIA. &lt;strong&gt;Søren Kierkegaard.&lt;/strong&gt; Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B8ren_Kierkegaard. Acesso em 25 de Março de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-3573870449518183229?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/3573870449518183229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=3573870449518183229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3573870449518183229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3573870449518183229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/conhecimento-cientifico-ii.html' title='CONHECIMENTO CIENTÍFICO II'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-1077584942028980339</id><published>2009-03-23T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T13:28:27.419-07:00</updated><title type='text'>CONHECIMENTO CIENTÍFICO?!</title><content type='html'>Estou fazendo uma pós virtual na FGV em docência universitária e a segunda disciplina é sobre "Metodologia de pesquisa". O material propõe um debate inicial sobre o conhecimento centífico. Li e reli o material e cada vez minha inquietação aumenta... Não sabia exatamente como colocá-la, mas daí durante o almoço, Guimarães Rosa me veio em auxílio quase que espiritual. Deixo aqui então os comentários que coloquei para a moçada do curso para apreciação. Notem que não é nada elaborado, apenas fui escrevendo enquanto lia o material... Espero até o final do curso ter mais clareza nessas coisas e colocações, mas depois venho contra proceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Queridas e queridos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;boa tarde! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Bem, demorei para me pronunciar, pois estava tentando ler mais para colocar algumas inquietações que surgiram durante a leitura dos textos. Ainda não terminei a leitura de todo o módulo (falta a unidade 4), mas gostaria de trazer algumas coisas para refletirmos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Minha inquietação com o material apresentado, assim como ocorreu durante a universidade, foi o fato de o conhecimento científico positivista ser visto como a metodologia mais correta e válida com relação à busca da verdade, mas creio que todas as formas de investigação são válidas. A seleção do conhecimento científico como mais válida deu-se num tempo histórico-social e portanto parte de uma escolha, de uma elite dominante à época. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;“Quando, constantemente, melhoramos o conhecimento científico da origem, das funções e da evolução do universo e da vida, estamos fornecendo à humanidade uma abordagem conceitual e prática que influencia profundamente sua conduta e seus prospectos”. (UNESCO. Declaração sobre a ciência e o uso do conhecimento científico. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org.br/publicacoes/copy_of_pdf/decciencia.pdf&gt;. Acesso em: 24 jan. 2005.) Exatamente, estamos fornecendo UMA ABORDAGEM e não a única e mais ou menos válida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Percebo o conhecimento científico como uma das abordagens possíveis, mas não a única que leva ao saber. Numa sociedade, num mundo plural, o saber é concretizado e feito de acordo com os diversos tipos de conhecimento (ou abordagens) que essa sociedade é capaz de produzir em determinado momento histórico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Essa visão do domínio do conhecimento científico leva à aceitação quase que incontestável da apropriação do conhecimento por determinados grupos e, mais perigoso ainda, justifica sua mercantilização. “Há necessidade de um forte e esclarecedor debate democrático sobre o uso do conhecimento científico”. (...)“Para que a participação da ciência aumente no sentido de se construir um mundo mais justo, mais próspero e mais sustentável, há a necessidade de um compromisso, no longo prazo, de todos os interessados públicos e privados. Esse compromisso se afirmaria por meio de um maior investimento, de uma revisão das prioridades do investimento e da participação do conhecimento científico”. (UNESCO. Declaração sobre a ciência e o uso do conhecimento científico. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org.br/publicacoes/copy_of_pdf/decciencia.pdf&gt;. Acesso em: 24 jan. 2005.) Mais do que isso, há a necessidade de se repensar a validação do conhecimento científico e do método científico como os mais eficazes para a construção do saber coletivo. Há que se revisar esse domínio e a validação das construções sociais e individuais como saberes ou não. A partilha do conhecimento só existirá se isso for levado em conta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;“Que os sistemas de conhecimentos locais e tradicionais como as expressões dinâmicas de percepção e compreensão do mundo podem dar, e historicamente têm dado, uma contribuição valiosa para a ciência e para a tecnologia, e que há uma necessidade de preservar, proteger, pesquisar e promover essa herança cultural e o conhecimento empírico” (DECLARAÇÃO sobre a ciência e o uso do conhecimento científico: considerações. [S.l.: s.n].). Na verdade isso precisa ser repensado, é preciso haver uma mudança de valores: a ciência é quem deve contribuir com os sistemas de conhecimento locais e tradicionais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;“Da mesma forma que o conhecimento se tornou um fator crucial na produção de riqueza, sua distribuição também se tornou mais injusta. O que distingue o pobre do rico – sejam pessoas ou países – não é somente a quantidade de recursos. A questão é que os pobres são largamente excluídos da criação e dos benefícios do conhecimento científico”. (UNESCO. Declaração sobre a ciência e o uso do conhecimento científico. Disponível em: &lt;http://www.unesco.org.br/publicacoes/copy_of_pdf/decciencia.pdf&gt;. Acesso em: 24 jan. 2005.) Certamente, como todos os aspectos da cultura humana, o conhecimento científico não poderia deixar de ser distribuído de maneira desigual pelo mundo. Relação humana é relação de poder, assim, os aspectos culturais, certamente, também o serão. No momento em que unimos isso à mercantilização acelerada dessas relações, perceberemos que quaisquer aspectos validados socialmente serão fonte de exclusão. Assim, a questão é bem mais ampla do que a colocada pelo documento. A questão é que os pobres são largamento excluídos do processo de elaboração e validação do saber. O princípio do conhecimento e da metodologia científicos são excludentes, uma vez que, por exemplo, não validam o saber popular como saber, já que não tem como base a metodologia científica. Então, para mudarmos essa situação muito bem pontuada pela ONU em seu documento, é preciso urgentemente mudar a visão que temos sobre o conhecimento científico e, portanto, seu papel na sociedade em que vivemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;“Ainda que suas tradições sejam singulares a ciência não deve ser considerada um fenômeno histórico particular nem um agente de mudança social completamente autônomo”. (material didático, módulo 1, unidade 3, ítem 3.3 “Autonomia da ciência”). Penso que nada que é produto da sociedade é autônomo, tudo é sistêmico no mundo, inclusive nossa existência. Nesse sentido, questiono o que é colocado pelo material do curso, sobre o saber representar “o recorte dado pela ciência no conhecimento”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Nenhum desses argumentos e reflexões invalida ou tem o objetivo de invalidar o valor do conhecimento científico para a humanidade, nossas vidas e nosso dia-a-dia. Pretendo apenas questionar o papel que possui e o lugar de destaque que lhe é conferido na validação do que é saber e de qual conhecimento deve ter o título de saber e, portanto, a necessidade de ser transmitido e debatido coletivamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;A unidade 1 nos traz um dado valioso sobre isso. Tudo é significação e representação. Nosso cérebro representa e significa no momento em que é acionado, portanto, por meio das sensações percebe, interpreta e formula. Assim, todo o processo que dependa do cérebro humano não tem como ser objetivo. Essa objetividade pregada pelo pensamento científico/positivista não existe, pelo menos não da maneira neutra que se pretende. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;É perfeito o argumento de que o conhecimento é mutável o tempo todo, de que é efêmero, já que “as verdades são raras”, a única coisa é que, embora fique claro que o próprio conhecimento científico é uma busca sujeita aos contextos históricos, culturais e ferramentais; não se questiona o método. Ou seja, sabe-se que a verdade é rara e que as teorias serão constantemente alteradas, mas presume-se que o caminho que se está percorrendo é o mais correto, eficaz e eficiente para se alcançar essa verdade rara. E isso é amplamente questionável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Podemos ir além e questionar inclusive a existência da verdade ou das verdades, será que as verdades são raras ou simplesmente não existem, uma vez que são sempre construções e significações humanas? Será que existem sim, mas sem esse caráter místico, universal e absoluto que a ciência lhes confere? Podemos também questionar a existência do real... Mas isso já é campo daquilo que se chamou de conhecimento filosófico, não?... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Será o conhecimento científico o único fruto do pensar racional, ou a única metodologia possível para a razão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Mais uma vez pontuo aqui que não pretendo invalidar o conhecimento e a metodologia científica, mas apenas questionar seu campo de interferência e atuação. Fico pensando que como cientistas precisamos ter a consciência de que em todo o “saber” estão todas as modalidades de conhecimento possíveis e essas são tantas quantas o número de indivíduos que existem, já que estamos todos embrenhados num mesmo sistema de códigos, decodificações, significações e culturas. Como cientistas, precisamos sempre nos responder uma questão muito primordial em minha opinião: fazemos ciência para que? Por que? Será que a ciência atualmente não tem buscado mostrar uma superioridade do homem sobre a natureza? Será que não é uma questão de ego? Por que os diversos conhecimentos não podem subsistir no mesmo plano, na mesma esfera e não com territórios tão demarcados como acontece na academia hoje? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Somos produtos e produtores. “Em 1687, o inglês Isaac Newton obteve uma fórmula descrevendo como dois corpos se atraem, com uma força proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de sua distância. Mas ele não saberia dizer por que as duas massas se atraem. Em 1915, Albert Einstein propôs a sua teoria da gravitação, onde essa atração se deve à curvatura do espaço em torno das massas. Porém, ele também não saberia explicar por que a presença de uma massa encurva a geometria do espaço à sua volta. A ciência explica o como, não o porquê”. (GLEISER, Marcelo. O 'porquê' e o 'como'. Folha de São Paulo, São Paulo, [200-].) Podemos entender que o conhecimento científico é, portanto, uma questão de fé. Sabemos da existência de verdades ou acreditamos que elas existam e que temos um método para atingí-la? Existem valores universais ou temos uma visão etnocêntrica do universo? Max Weber, no texto “A ciência como vocação”, fala sobre a ciência ser uma questão de fé assim como a religião... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;“Toda a reflexão científica, seja ela sobre a comunicação social ou qualquer outro fenômeno, é um processo histórico. Isso quer dizer que precisa ser entendida e analisada levando-se em conta o contexto social no qual se inseria quando de sua produção, um recorte sempre em tempo e espaço”. (Rafael Gioielli - O MAL-ESTAR COMO TEXTO EM CONTEXTO : A COMUNICAÇÃO E O MAL-ESTAR NA MODERNIDADE. P. 1) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Nesse sentido, será que a educação deveria se ater a lidar apenas com o conhecimento científico? Será que ela já não lida com outras formas de conhecimento, mas sem “dizer” isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Bem, mas isso a gente deixa para as próximas intervenções! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Enquanto estava inquieta sem ter claros os meus questionamentos com a leitura do módulo, reli esse conto do livro "Primeiras estórias" de Guimarães Rosa e achei que se encaixou como uma luva para esses questionamentos que coloquei. Segue o conto "Espelho" para auxiliar na compreesnão do que quero dizer aí em cima. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:green;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;center style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;ESPELHO&lt;/center&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços. Dela me prezo, sem vangloriar-me. Surpreendo-me, porém, um tanto à-parte de todos, penetrando conhecimento que os outros ainda ignoram. O senhor, por exemplo, que sabe e estuda, suponho nem tenha idéia do que seja na verdade — um espelho? Demais, decerto, das noções de física, com que se familiarizou, as leis da óptica. Reporto-me ao transcendente. Tudo, aliás, é a ponta de um mistério. Inclusive, os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixemo-nos no concreto. O espelho, são muitos, captando-lhe as feições; todos refletem-lhe o rosto, e o senhor crê-se com aspecto próprio e praticamente imudado, do qual lhe dão imagem fiel. Mas — que espelho? Há-os «bons» e «maus», os que favorecem e os que detraem; e os que são apenas honestos, pois não. E onde situar o nível e ponto dessa honestidade ou fidedignidade? Como é que o senhor, eu, os restantes próximos, somos, no visível? O senhor dirá: as fotografias o comprovam. Respondo: que, além de prevalecerem para as lentes das máquinas objeções análogas, seus resultados apóiam antes que desmentem a minha tese, tanto revelam superporem-se aos dados iconográficos os índices do misterioso. Ainda que tirados de imediato um após outro, os retratos sempre serão entre si muito diferentes. Se nunca atentou nisso, é porque vivemos, de modo incorrigível, distraídos das coisas mais importantes. E as máscaras, moldadas nos rostos? Valem, grosso modo, para o falquejo das formas, não para o explodir da expressão, o dinamismo fisionômico. Não se esqueça, é de fenômenos sutis que estamos tratando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-lhe argumento: qualquer pessoa pode, a um tempo, ver o rosto de outra e sua reflexão no espelho. Sem sofisma, refuto-o. O experimento, por sinal ainda não realizado com rigor, careceria de valor científico, em vista das irredutíveis deformações, de ordem psicológica. Tente, aliás, fazê-lo, e terá notáveis surpresas. Além de que a simultaneidade torna-se impossível, no fluir de valores instantâneos. Ah, o tempo é o mágico de todas as traições... E os próprios olhos, de cada um de nós, padecem viciação de origem, defeitos com que cresceram e a que se afizeram, mais e mais. Por começo, a criancinha vê os objetos invertidos, daí seu desajeitado tactear; só a pouco e pouco é que consegue retificar, sobre a postura dos volumes externos, uma precária visão. Subsistem, porém, outras pechas, e mais graves. Os olhos, por enquanto, são a porta do engano; duvide deles, dos seus, não de mim. Ah, meu amigo, a espécie humana peleja para impor ao latejante mundo um pouco de rotina e lógica, mas algo ou alguém de tudo faz frincha para rir-se da gente... E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que meus reparos limitam-se ao capítulo dos espelhos planos, de uso comum. E os demais — côncavos, convexos, parabólicos — além da possibilidade de outros, não descobertos, apenas, ainda? Um espelho, por exemplo, tetra ou quadridimensional? Parece-me não absurda, a hipótese. Matemáticos especializados, depois de mental adestramento, vieram a construir objetos a quatro dimensões, para isso utilizando pequenos cubos, de várias cores, como esses com que os meninos brincam. Duvida?&lt;br /&gt;Vejo que começa a descontar um pouco de sua inicial desconfiança, quanto ao meu são juízo. Fiquemos, porém, no terra-a-terra. Rimo-nos, nas barracas de diversões, daqueles caricatos espelhos, que nos reduzem a mostrengos, esticados ou globosos. Mas, se só usamos os planos — e nas curvas de um bule tem-se sofrível espelho convexo, e numa colher brunida um côncavo razoável — deve-se a que primeiro a humanidade mirou-se nas superfícies de água quieta, lagoas, lameiros, fontes, delas aprendendo a fazer tais utensílios de metal ou cristal. Tirésias, contudo, já havia predito ao belo Narciso que ele viveria apenas enquanto a si mesmo não se visse... Sim, são para se ter medo, os espelhos.&lt;br /&gt;Temi-os, desde menino, por instintiva suspeita. Também os animais negam-se a encará-los, salvo as críveis excepções. Sou do interior, o senhor também; na nossa terra, diz-se que nunca se deve olhar em espelho às horas mortas da noite, estando-se sozinho. Porque, neles, às vezes, em lugar de nossa imagem, assombra-nos alguma outra e medonha visão. Sou, porém, positivo, um racional, piso o chão a pés e patas. Satisfazer-me com fantásticas não-explicações? — jamais. Que amedrontadora visão seria então aquela? Quem o Monstro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho — anote-a — esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz—treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos da magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe...&lt;br /&gt;— Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo. E o que enxerguei, por instante, foi uma figura, perfil humano, desagradável ao derradeiro grau, repulsivo senão hediondo. Deu-me náusea, aquele homem, causava-me ódio e susto, eriçamento, espavor. E era — logo descobri... era eu, mesmo! O senhor acha que eu algum dia ia esquecer essa revelação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde aí, comecei a procurar-me — ao eu por detrás de mim — à tona dos espelhos, em sua lisa, funda lâmina, em seu lume frio. Isso, que se saiba, antes ninguém tentara. Quem se olha em espelho, o faz partindo de preconceito afetivo, de um mais ou menos falaz pressuposto: ninguém se acha na verdade feio: quando muito, em certos momentos, desgostamo-nos por provisoriamente discrepantes de um ideal estético já aceito. Sou claro? O que se busca, então, é verificar, acertar, trabalhar um modelo subjetivo, preexistente; enfim, ampliar o ilusório, mediante sucessivas novas capas de ilusão. Eu, porém, era um perquiridor imparcial, neutro absolutamente. O caçador de meu próprio aspecto formal, movido por curiosidade, quando não impessoal, desinteressada; para não dizer o urgir científico. Levei meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, instrutivos. Operava com toda a sorte de astúcias: o rapidíssimo relance, os golpes de esguelha, a longa obliqüidade apurada, as contra-surpresas, a finta de pálpebras, a tocaia com a luz de-repente acesa, os ângulos variados incessantemente. Sobretudo, uma inembotável paciência. Mirava-me, também, em marcados momentos — de ira, medo, orgulho abatido ou dilatado, extrema alegria ou tristeza. Sobreabriam-se-me enigmas. Se, por exemplo, em estado de ódio, o senhor enfrenta objetivamente a sua imagem, o ódio reflui e recrudesce, em tremendas multiplicações: e o senhor vê, então, que, de fato, só se odeia é a si mesmo. Olhos contra os olhos. Soube-o: os olhos da gente não têm fim. Só eles paravam imutáveis, no centro do segredo. Se é que de mim não zombassem, para lá de uma máscara. Porque, o resto, o rosto, mudava permanentemente. O senhor, como os demais, não vê que seu rosto é apenas um movimento deceptivo, constante. Não vê, porque mal advertido, avezado; diria eu: ainda adormecido, sem desenvolver sequer as mais necessárias novas percepções. Não vê, como também não se vêem, no comum, os movimentos translativo e rotatório deste planeta Terra, sobre que os seus e os meus pés assentam. Se quiser, não me desculpe; mas o senhor me compreende.&lt;br /&gt;Sendo assim, necessitava eu de transverberar o embuço, a travisagem daquela máscara, a fito de devassar o núcleo dessa nebulosa — a minha vera forma. Tinha de haver um jeito. Meditei-o. Assistiram-me seguras inspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluí que, interpenetrando-se no disfarce do rosto externo diversas componentes, meu problema seria o de submetê-las a um bloqueio “visual” ou anulamento perceptivo, a suspensão de uma por uma, desde as mais rudimentares, grosseiras, ou de inferior significado. Tomei o elemento animal, para começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecer-se cada um de nós com determinado bicho, relembrar seu facies, é fato. Constato-o, apenas; longe de mim puxar à bimbalha temas de metempsicose ou teorias biogenéticas. De um mestre, aliás, na ciência de Lavater, eu me inteirara no assunto. Que acha? Com caras e cabeças ovinas ou eqüinas, por exemplo, basta-lhe relancear a multidão ou atentar nos conhecidos, para reconhecer que os há, muitos. Meu sósia inferior na escala era, porém — a onça. Confirmei-me disso. E, então, eu teria que, após dissociá-los meticulosamente, aprender a não ver, no espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino. Atirei-me a tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Releve-me não detalhar o método ou métodos de que me vali, e que revezavam a mais buscante análise e o estrênuo vigor de abstração. Mesmo as etapas preparatórias dariam para aterrar a quem menos pronto ao árduo. Como todo homem culto, o senhor não desconhece a Ioga, e já a terá praticado, quando não seja, em suas mais elementares técnicas. E, os “exercícios espirituais” dos jesuítas, sei de filósofos e pensadores incréus que os cultivam, para aprofundarem-se na capacidade de concentração, de par com a imaginação criadora... Enfim, não lhe oculto haver recorrido a meios um tanto empíricos: gradações de luzes, lâmpadas coloridas, pomadas fosforescentes na obscuridade. Só a uma expediência me recusei, por medíocre senão falseadora, a de empregar outras substâncias no aço e estanhagem dos espelhos. Mas, era principalmente no modus de focar, na visão parcialmente alheada, que eu tinha de agilitar-me: olhar não-vendo.. Sem ver o que, em meu rosto, não passava de reliquat bestial. Ia-o conseguindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que eu perseguia uma realidade experimental, não uma hipótese imaginária. E digo-lhe que nessa operação fazia reais progressos. Pouco a pouco, no campo-de-vista do espelho, minha figura reproduzia-se-me lacunar, com atenuadas, quase apagadas de todo, aquelas partes excrescentes. Prossegui. Já aí, porém, decidindo-me a tratar simultaneamente as outras componentes, contingentes e ilusivas. Assim, o elemento hereditário — as parecenças com os pais e avós — que são também, nos nossos rostos, um lastro evolutivo residual. Ah, meu amigo, nem no ovo o pinto está intacto. E, em seguida, o que se deveria ao contágio das paixões, manifestadas ou latentes, o que ressaltava das desordenadas pressões psicológicas transitórias. E, ainda, o que, em nossas caras, materializa idéias e sugestões de outrem; e os efêmeros interesses, sem seqüência nem antecedência, sem conexões nem fundura. Careceríamos de dias, para explicar-lhe. Prefiro que tome minhas afirmações por seu valor nominal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que trabalhava com maior mestria, no excluir, abstrair e abstrar, meu esquema perspectivo clivava-se, em forma meândrica, a modos de couve-flor ou bucho de boi, e em mosaicos, e francamente cavernoso, como uma esponja. E escurecia-se. Por aí, não obstante os cuidados com a saúde, comecei a sofrer dores de cabeça. Será que me acovardei, sem menos? Perdoe-me, o senhor, o constrangimento, ao ter de mudar de tom para confidência tão humana, em nota de fraqueza inesperada e indigna. Lembre-se, porém, de Terêncio. Sim, os antigos; acudiu-me que representavam justamente com um espelho, rodeado de uma serpente, a Prudência, como divindade alegórica. De golpe, abandonei a investigação. Deixei, mesmo, por meses, de me olhar em qualquer espelho.&lt;br /&gt;Mas, com o comum correr quotidiano, a gente se aquieta, esquece-se de muito. O tempo, em longo trecho, é sempre tranqüilo. E pode ser, não menos, que encoberta curiosidade me picasse. Um dia... Desculpe-me, não viso a efeitos de ficcionista, inflectindo de propósito, em agudo, as situações. Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso, às vácuas, aberto como o sol, água limpíssima, à dispersão da luz, tapadamente tudo. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito. Mas, o invisto. O ficto. O sem evidência física. Eu era — o transparente contemplador?... Tirei-me. Aturdi-me, a ponto de me deixar cair numa poltrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que, então, durante aqueles meses de repouso, a faculdade, antes buscada, por si em mim se exercitara! Para sempre? Voltei a querer encarar-me. Nada. E, o que tomadamente me estarreceu: eu não via os meus olhos. No brilhante e polido nada, não se me espelhavam nem eles!&lt;br /&gt;Tanto dito que, partindo para uma figura gradualmente simplificada, despojara-me, ao termo, até à total desfigura. E a terrível conclusão: não haveria em mim uma existência central, pessoal, autônoma? Seria eu um... desalmado? Então, o que se me fingia de um suposto eu, não era mais que, sobre a persistência do animal, um pouco de herança, de soltos instintos, energia passional estranha, um entrecruzar-se de influências, e tudo o mais que na impermanência se indefine? Diziam-me isso os raios luminosos e a face vazia do espelho — com rigorosa infidelidade. E, seria assim, com todos? Seríamos não muito mais que as crianças — o espírito do viver não passando de ímpetos espasmódicos, relampejados entre miragens: a esperança e a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o senhor estará achando que desvario e desoriento-me, confundindo o físico, o hiperfísico e o transfísico, fora do menor equilíbrio de raciocínio ou alinhamento lógico — na conta agora caio. Estará pensando que, do que eu disse, nada se acerta, nada prova nada. Mesmo que tudo fosse verdade, não seria mais que reles obsessão auto-sugestiva, e o despropósito de pretender que psiquismo ou alma se retratassem em espelho...&lt;br /&gt;Dou-lhe razão. Há, porém, que sou um mau contador, precipitando-me às ilações antes dos fatos, e, pois: pondo os bois atrás do carro e os chifres depois dos bois. Releve-me. E deixe que o final de meu capítulo traga luzes ao até agora aventado, canhestra e antecipadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sucessos muito de ordem íntima, de caráter assaz esquisito. Narro-os, sob palavra, sob segredo. Pejo-me. Tenho de demais resumi-los.&lt;br /&gt;Pois foi que, mais tarde, anos, ao fim de uma ocasião de sofrimentos grandes, de novo me defrontei — não rosto a rosto. O espelho mostrou-me. Ouça. Por um certo tempo, nada enxerguei. Só então, só depois: o tênue começo de um quanto como uma luz, que se nublava, aos poucos tentando-se em débil cintilação, radiância. Seu mínimo ondear comovia-me, ou já estaria contido em minha emoção? Que luzinha, aquela, que de mim se emitia, para deter-se acolá, refletida, surpresa? Se quiser, infira o senhor mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São coisas que se não devem entrever; pelo menos, além de um tanto. São outras coisas, conforme pude distinguir, muito mais tarde — por último — num espelho. Por aí, perdoe-me o detalhe, eu já amava — já aprendendo, isto seja, a conformidade e a alegria. E... Sim, vi, a mim mesmo, de novo, meu rosto, um rosto; não este, que o senhor razoavelmente me atribui. Mas o ainda-nem-rosto — quase delineado, apenas — mal emergindo, qual uma flor pelágica, de nascimento abissal... E era não mais que: rostinho de menino, de menos-que-menino, só. Só. Será que o senhor nunca compreenderá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ou não devia contar-lhe, por motivos de talvez. Do que digo, descubro, deduzo. Será, se? Apalpo o evidente? Tresbusco. Será este nosso desengonço e mundo o plano — intersecção de planos — onde se completam de fazer as almas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sim, a “vida” consiste em experiência extrema e séria; sua técnica — ou pelo menos parte — exigindo o consciente alijamento, o despojamento, de tudo o que obstrui o crescer da alma, o que a atulha e soterra? Depois, o “salto mortale”... — digo-o, do jeito, não porque os acrobatas italianos o aviventaram, mas por precisarem de toque e timbre novos as comuns expressões, amortecidas... E o julgamento-problema, podendo sobrevir com a simples pergunta: — ”Você chegou a existir?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim? Mas, então, está irremediavelmente destruída a concepção de vivermos em agradável acaso, sem razão nenhuma, num vale de bobagens? Disse. Se me permite, espero, agora, sua opinião, mesma, do senhor, sobre tanto assunto. Solicito os reparos que se digne dar-me, a mim, servo do senhor, recente amigo, mas companheiro no amor da ciência, de seus transviados acertos e de seus esbarros titubeados. Sim?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-1077584942028980339?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/1077584942028980339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=1077584942028980339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1077584942028980339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1077584942028980339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/conhecimento-cientifico.html' title='CONHECIMENTO CIENTÍFICO?!'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-6433926395748420781</id><published>2009-03-19T07:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T08:03:45.060-07:00</updated><title type='text'>Analfabeto secundário</title><content type='html'>Recebi a seguinte mensagem de um queridíssimo amigo meu, o Duza (Duardão):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Meus caros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;O verbete abaixo foi retirado da página 43 do livro “Dicionário Crítico de Política Cultural”, do professor Teixeira Coelho, da ECA/USP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Qualquer identificação entre o analfabeto secundário tal como por ele descrito e boa parte das pessoas desse Brasil brasileiro é apenas imaginação de vocês. Esse analfabeto secundário deve ser coisa da Suécia, da Noruega (ou da Islândia, pensando bem...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Beijos e abraços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Analfabeto secundário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;“Indivíduo alfabetizado, com um grau de informação que pode variar do mais baixo ao mais especializado, capaz de decodificar informação visual e de servir-se de terminais eletrônicas, familiarizado, em suma, com as condições de existência num grande centro urbano contemporâneo, mas desprovido de uma visão cultural mais ampla de sua própria vida e do contexto social. É o produto de uma economia que não tem mais problemas de produção e sim de vendas, que não mais necessita de reservas de mão-de-obra pouco ou nada qualificadas e analfabetas, mas de consumidores qualificados a movimentar-se pela parafernália contemporânea. Caracteriza-se o analfabeto secundário por ter sua atenção desviada por trivialidades (os pseudo-eventos criados pela televisão, como as novelas, competições esportivas, etc.), orientar-se por uma sucessão de entretenimentos vazios e receber informações políticas sob a forma de comunicação espetacularizada. Próprio dos períodos em que o povo se transforma em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;público&lt;/span&gt; (o grifo é do autor), o analfabeto secundário é contemporâneo de uma época cuja cultura perdeu quase todo traço distintivo e deixou de ser prioridade pública. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O analfabeto secundário não se encontra apenas nas camadas mais desfavorecidas da população: longe disso, integra, também, em proporção amplamente majoritária, os quadros da elite econômica e política. Sua mídia ideal é a televisão&lt;/span&gt; (esse grifo é do meu amigo)”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-6433926395748420781?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/6433926395748420781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=6433926395748420781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6433926395748420781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6433926395748420781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2009/03/analfabeto-secundario.html' title='Analfabeto secundário'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-6773528325541153918</id><published>2008-09-29T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T07:11:59.247-07:00</updated><title type='text'>Em busca de...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SODf0DZaCDI/AAAAAAAAAWU/Z0upu4_S09g/s1600-h/jardim_delicias.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SODf0DZaCDI/AAAAAAAAAWU/Z0upu4_S09g/s320/jardim_delicias.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251443250872059954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Expressão significado de uma vida de várias vidas...&lt;br /&gt;Espelho motor motriz&lt;br /&gt;Ação reação paralização&lt;br /&gt;Universo paralelo&lt;br /&gt;Tempo passado vivido esperado&lt;br /&gt;Tempo presente indagado&lt;br /&gt;Tempo futuro construção&lt;br /&gt;Sentimento do mundo do fundo do poço da alma&lt;br /&gt;Tempo sem acentuação&lt;br /&gt;Anonimato no ato da criação&lt;br /&gt;Pergunta resposta questão&lt;br /&gt;Preguiça inércia sucção&lt;br /&gt;Tempero do molho do pão&lt;br /&gt;Pergunta pontinha&lt;br /&gt;Da história do dedo da mão&lt;br /&gt;Aparelho digestivo&lt;br /&gt;O fogo da alma na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SODfhMLqbRI/AAAAAAAAAWM/IPV7scShxig/s1600-h/santo_antao.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SODfhMLqbRI/AAAAAAAAAWM/IPV7scShxig/s320/santo_antao.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251442926812818706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ardor sem fronteiras dos órgãos&lt;br /&gt;Cebola sem casca descasca&lt;br /&gt;Esforço penoso por opção&lt;br /&gt;Amor escondido por frustração&lt;br /&gt;Rimas empobrecidas pelo tempo sem compaixão&lt;br /&gt;Alma difusa despida sentida extrañada&lt;br /&gt;Minada na face do centro da Terra&lt;br /&gt;Que emperra os atos as mãos&lt;br /&gt;o corpo&lt;br /&gt;que cala contorce expreme imóvel&lt;br /&gt;no móvel da criação&lt;br /&gt;despido medido temido se encontra no chão ilusão!&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;As imagens são do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;pintor&lt;/span&gt;&lt;b style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hieronymus_Bosch"&gt;Jeroen Bosch&lt;/a&gt;. De &lt;/b&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;cima para baixo:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; painel central de "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Jardim_das_Del%C3%ADcias"&gt;O Jardim das Delícias Terrenas&lt;/a&gt;" (conheci o pintor no Museu Prado em Madrid e vi essa imagem, que me surpreendeu muito, já que é de 1504. Me chamou atenção porque um dos pintores que mais me tocam é Dalli). Painel central "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Tenta%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es_de_Santo_Ant%C3%83%C2%A3o_%28Bosch%29"&gt;As Tentações de Santo Antão&lt;/a&gt;" (conheci essa pintura no acervo do MASP, que visitei pela primeira vez - vergonha!!! - semana passada. Imagem e título explicam-se por si só).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto saiu de uma conexão direta que tenho entre, intestino, coração e dedos da mão...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-6773528325541153918?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/6773528325541153918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=6773528325541153918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6773528325541153918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6773528325541153918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/09/em-busca-de.html' title='Em busca de...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m1vLOxo5Pfo/SODf0DZaCDI/AAAAAAAAAWU/Z0upu4_S09g/s72-c/jardim_delicias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-3959002807285248015</id><published>2008-08-04T08:56:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T09:03:33.735-07:00</updated><title type='text'>Propriedade de que(m) mesmo?</title><content type='html'>É moçada, fico sempre pensando que o mundo poderia ser bem simples, bem simples mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, quando leio esse tipo de coisa, fico tendo mais certeza disso...&lt;br /&gt;Acho que no meio dessa grandiosidade que é esse mundo em construção faz tanto tempo, algumas coisas foram se perdendo e hoje conversa-se e decide-de, mas sem lembrar dos começos das coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos propriedades de que mesmo? A arte é propriedade do artista? O meu estômago é propriedade do meu corpo? Da coca-cola que eu tomo para saciar meu desejo? Da minha alma? Da minha mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte é fruto apenas do artista? Uma idéia é fruto de uma única cabeça?????&lt;br /&gt;Em fim... muita complexidade gera essa tal cultura da propriedade do homem...&lt;br /&gt;Essa aqui é um desses absurdos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://originaldosample.wordpress.com/2008/08/04/alfandegas-dos-aeroportos-poderao-passar-a-destruir-ipods/" target="_blank"&gt;Alfândegas dos aeroportos poderão passar a destruir iPods&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vamos vivendo e nos comendo uns aos outros e a nossas propriedades....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-3959002807285248015?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/3959002807285248015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=3959002807285248015' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3959002807285248015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3959002807285248015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/08/propriedade-de-quem-mesmo.html' title='Propriedade de que(m) mesmo?'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-6031090747385982676</id><published>2008-07-31T07:17:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T07:39:03.283-07:00</updated><title type='text'>Tudo bem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/thiagobalbi/2622611074/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.flickr.com/photos/thiagobalbi/2622611074/" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pergunta corriqueira essa, né? A resposta, normalmente é automática... Mas eu, que não sou a favor da automtização da existência humana, mesmo que responda automaticamente, não consigo deixar de me incomodar com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, quando alguém me pergunta, tudo bem, logo respondo: tudo bem, Graças a Deus! E isso não é uma mentira!!! Sim, está tudo bem e Deus tem tudo a ver com isso... sou uma pessoa abençoada e que tem muitas sortes na vida... não falta nada, não há do que reclamar... não mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, por que quando alguém me pergunta se está tudo bem, sempre tenho uma vontadezita de chorar... ou um aperto no peito que aumenta? POr que ultimamente só tenho sonhos ruins?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque está tudo bem aqui fora, mas falta algo aqui dentro... mas de fato quando me perguntam se está tudo bem, a resposta é que está e Graças a Deus... porque o outro tudo bem de que estou falando depende só de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a desautomatização dos "tudo bens", nesse caso, está exatamente em eu aprender a me fazer essa pergunta "oi, tudo bem garota?", todos os dias quando acordo e ter a coragem e o esforço de responder com sinceridade! Fica aí uma dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------*---------------------------------------*------------------------------------------*----------&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3178/2622611074_946000bf8f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2622611074_946000bf8f.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa coisa de nos responder com sinceridade, para mim, é mais difícil do que parece... realizei isso nessa viagem que fiz agora... quando conheci os banheiros de todos os aeroportos em que passei.... verdade!&lt;br /&gt;eu tenho aquela tal da síndrome do intestino irritável, mas até agora só tinha sentido quando comia algo pesado ou quando passava por algum nervoso brabo...&lt;br /&gt;Na viagem, toda a vez que ia pegar um voô tinha uma cólica louca, ficava branca, precisava sentar no chão e depois, banheiros se cuidem... alquinho na bolsa e vamo que vamo...&lt;br /&gt;Por que? Não sei! A primeira vez que tive medo de viajar de avião, foi indo pra Brasília, quando chegando em congonhas vi aquele muro preto com umas flores e fitinhas, em homenagem aos desencarnados no aciedente da TAM. Sem brincadeira, entrei no avião com pavor... e olha que já tinha viajado várias vezes... depois de rezar bastante e voltar a ser dominada pela fé de que nada acontece por acaso nessa vida, melhorei e tive uma viagem tranquila.... na volta, o medo veio pequenininh, mas logo foi superado...&lt;br /&gt;Na viagem agra, nem cheguei a pensar no medo.... mas as cólicas chegaram e associei a isso... mas daí, comcecei a ter cólicas em qualquer tipo de deslocamento que fazia de uma cidade a outra... mesmo que de trem...&lt;br /&gt;Ops, então, o mdeo não é só do avião...&lt;br /&gt;Medo de morrer sem ter completado o que vim fazer? Medo de morrer sem nem saber o que vim fazer? Medo de ter medo? Medo da auto-imagem?&lt;br /&gt;Não sei. Não sei. Não sei.&lt;br /&gt;Tudo bem, com voce garota? Não sei!&lt;br /&gt;É nessa viagem me dei conta que não sei o que sinto com sinceridade. Meu esforço em ser linear é tão forte e automático, que muitas vezes sufoco sentimentos sem nem saber que eles existiram...&lt;br /&gt;O problema é que na minha fé, acredito que muita coisa que a gente é vem de outras vidas e que se nessa não somos capazes de extinguir determinados humores e manias (hábitos), ao menos somos capazes de minimizar... mas para lidar com algo, precisamos conhecê-lo e admití-lo... então, ta aí meu começo, conhecer o que sinto, para admitir pra mim mesma e lidar com isso...&lt;br /&gt;Quer conversar sobre isso? Não. Por que? Porque isso a gente não conversa com os outros, conversa com a gente mesmo... Pra mim, não tem outro jeito, senão reservar uns minutos no dia e me obrigar a falar comigo, mesmo que eu fique quieta, mas fico quieta comigo e com a intenção...&lt;br /&gt;--------------------------------------*---------------------------------------*-------------------------------*-----------------------&lt;br /&gt;E sim, realmente está tudo bem, Graças a Deus!&lt;br /&gt;-------------------------*-----------------------------------------*--------------------------------------------*---------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(A imagem é do meu amigo Balbi - pra ver as ilustrações animais que ele faz, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/thiagobalbi/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-6031090747385982676?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/6031090747385982676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=6031090747385982676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6031090747385982676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/6031090747385982676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/07/tudo-bem.html' title='Tudo bem?'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-1518451312858923750</id><published>2008-07-30T06:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T07:10:47.012-07:00</updated><title type='text'>Reaparecendo...</title><content type='html'>Pois é, quem passa por aqui com freqüência &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a trema foi extinta ou não do português?)&lt;/span&gt; nota que eu mesma não passo aqui com tanta frequencia :-) Mas isso não quer dizer que não passe por meus sentimentos e sentidos com mais ou menos frequencia também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, esse post é para comentar os comentários feitos a meu post anterior.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha irmã escreveu:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;"que sorte de ser tua irmã e filha dos nossos pais... te amo bonita. saudades"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Benção a minha de viver nesse tempo, nesse mundo e nessa família!!! A minha irmã é um anjinho, tem cabelo loiro e quase encaracolado, olhos verdes transparentes e uma capacidade de decidir por ser alegre increible! Além disso, é uma das pessoas mais disciplinadas que conheço, no sentido de que sempre implementa o que sonha!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu titio querido escreveu, e eu vou dialogando com o texto:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;"Juquinha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Todos os seres humanos tem as partes boas e as partes ruins, o que nos diferenciam uns dos outros é quanto temos de coisas boas e quanto temos de coisas ruins.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Concordo, acho que nos diferencia também nossa capacidade de enxergarmos, percebermos e aceitarmos o que não temos de bom, porque só assim criamos o compromisso (movido pelo desejo) de melhorarmos, mas com a consciência de que não extinguiremos algumas coisas não boas da gente, algumas coisas vêm conocsco para nos ensinar e nos livrar de algo. O que está em nossas mãos, então, é exatamente, controlar suas intensidades...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;O Caio com certeza tinha muito mais coisas boas do que ruins, porque ele É um cara com um coração enorme, por isso teve, em toda sua vida, rodeado de pessoas que têm mais coisas boas do que ruins. Exemplo: esposa, filhos, alguns amigos e alguns familiares. (teoria: OS SEMELHANTES SE ATRAEM).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Exato titio, você me apresentou essa teoria dos "semelhantes se atraem" e concordo com ela. Para quem não ouviu, é mais ou menos assim: normalmente dizem que os opostos se atraem, mas talvez isso até valha se analisarmos apenas o plano imediato/material, mas a gente acredita e percebe que no plano anímico (espiritual) pessoas que estão em vibrações semelhantes acabam sendo atraídas... sabe aquela coisa de quando alguém cruza nosso caminho e cria uma raíz diferente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Hoje, ele deixa de ser pai, esposa, irmão, sogro, cunhado, etc, para ser uma alma, como todos nós que buscamos a UNIÃO COM O DIVINO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Com certeza! Mas pra gente aqui a imagem dele ainda é do pai, esposo, amigo etc. Porque temos a compreesnão do agora, que é esse mundo que vivemos... mas acho que isso não impede que também tenhamos essa certeza de que essa alma linda que ele/ela é busca, nos planos astrais, essa união com o divino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;A única coisa que a DM nos pede é que cumpramos com o nosso COMPROMISSO INTERIOR, talvez o Caio não tenha conseguido, totalmente, cumprir com seu compromisso de se cuidar (saúde), mas com certeza ele cumpriu com seu compromisso maior que era o de dar AMOR a todos a sua volta, e até no final, por um ato de AMOR e RENÚNCIA ele deu sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Exatamente. Somos pluralidade e agimos e conquistamos pluralmente... fico agradecendo por meu pai ter feito escolhas que para meu caminhos e minha sensibilidade foram as certas... e no final, acho que algumas formas não importam muito... somos almas únicas e por isso, achamos nossos meios, únicos, de alcançar nossos compromissos... pode ser que os outros nem sempre entendam, mas nem sempre estamos aqui para ser comprrendidos... agimos de acordo com essa nossa unicidade plural e nossos compromissos... mas sempre tendo como lema esse amor incondicional a todas as criaturas e a tudo... meu pai vivia em amor e o jeito dele expressar isso, foi exatamente nessa renúncia... e isso é lindo, não? que mais podia querer eu para lembrar do meu pai???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Fique com Deus."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Ficamos sempre todos com Deus, porque ele está aqui dentro da gente!!! e isso vc vive melhor que eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O Ro escreveu o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Fazia tempo que não passava por aqui, quase que não lembrava mais do caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Adorei seu texto, não sei se nós é que escolhemos nossas coisas ou se são as coisas nos escolhem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Destino, vontade ou simplesmente acaso, acho muito legal o seu caminho ter cruzado com o do meu irmão e por consequência o meu também!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Lindo texto, me fez bem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Ro, fazia tempo que eu não passava por aqui :-) E só lembrei o caminho porque tava no meu orkut.&lt;br /&gt;Também não sei direito se a gente escolhe, é escolhido ou os dois. Fico achando que tudo é uma mistura plural de tudo... destino, acaso, desejo, vontade, busca... acho que o bonito dessa vida é exatamente que ela abarca tudo isso e mais um monte de coisas que escapam a nossa consciência...&lt;br /&gt;Também acho muito legal nossos caminhos terem se cruzado... vocês me fazem muito bem... mesmo com certa distância física, os exemplos que vocês são em vida acompanham a gente aqui e se fazem presentes todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo enorme pra todos vocês&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-1518451312858923750?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/1518451312858923750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=1518451312858923750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1518451312858923750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1518451312858923750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/07/reaparecendo.html' title='Reaparecendo...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-8123119341010722915</id><published>2008-06-06T08:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T08:53:04.883-07:00</updated><title type='text'>sobre a Natureza nas coisas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3147/2493595024_46fe58688d.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3147/2493595024_46fe58688d.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A imagem é de um grande cara: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/thiagobalbi/"&gt;Thiago Balbi &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(pra ver os trabalhos animais  dele, cique aqui)&lt;/span&gt;,&lt;/a&gt; sou fã dele desde que o conheci, mas foi quando fomos nos distanciando fisicamente que eu fui ficando mais fã ainda... acho que hoje compreendo algumas coisas melhor... Eu sempre quis saber desenhar, mas minha arte é outra, é a da palavra... escrita ou interpretada... mesmo quando a fonte seca, de repente a água começa a jorrar... então, fico caçando imagens que digam aquilo que meus dedos estão com dificuldade pra fazer no momento....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aqui eu escolhi porque, além de estar linda, tem relação com meu dia de ontem... Ontem foi dia do meio ambiente e também meu aniversário... meu primeiro aniversário sem meu amigo, guia e fundador: meu pai. Quando ele estava vivo, era sempre um dia emocionante, porque normalmente nesse dia ele ia para o hospital... sim, ligações estranhas entre nossas almas... ano passado, passamos (eu, mama e Bru) a noite com ele na UTI... estava tendo um taquicardia que durou umas 11h.... no ano anterior, ele retirou a vesícula... foi internado dia 4/6 e saiu dia 7/6... no dia em que sai de casa, ele teve uma queda de pressã violenta... largamos a mudança e fomos pro hospital... ele estava internado desde o dia 29/10/07 porque precisou amputar o dedinho... 16 dias depois ele desencarnou desse corpo e passou pra próxima dimensão... me deu a benção de não desencarnar no dia que saí da minha casa, porque deixou as coisas menos difíceis pra essa minha cabecinha perturbada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu pai não era um "grande homem", como esses que saem em revistas etc... era um homem gande, cheio de vícios e virtudes, cheio de manias e mau-humores, cheio de imperfeições e momentos perfeitos... e é por isso que eu tenho orgulho de ter escolhido ele como pai quando reencarnei nessa vida aqui... exatamente por ele ser humano e dentro dessa humanidade imperfeita ter sido o homem que foi, o marido que foi, o filho que foi, o pai que foi, o chefe que foi, o ogro que foi, o sogro que foi, o amigo que foi, o debatedor que foi... a alma que é... bem, o resto eu já sabia, mas depois da passagem dele que eu me dei conta da alma que é e de como cada um é diferente e semelhante a sua maneira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nesse aniversário, não teve nada de hospitais... mas nem por isso foi mais ou menos fácil... já que seria o primeiro ano, depois de 27, sem ele, resolvi fazer algo totalemente diferente, para marcar essa passagem... então, dediquei parte do meu dia a meditar e orar por tod@s nós que vivemos ou não nessa vida e por nossa mãe Natureza, que nos ajuda a crescer todos os dias, com suas leis e suas pressões, com sua beleza e sua vida.... precisamos tomar mais consciência dela e assim, cuidar mais... assim como precisamos tomar mais consciência de nós mesmos e cuidar mais de nós e ds outros... belo dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu não coneguir "vencer" os carmas que vim resolver aqui, pelo menos um crédito eu devo levar comigo para as próximas vidas: ter escolhido certo a família em que nasci nessa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e assim a vida continua e eu vou tentando me encontrar no meio de tudo isso... e aproveito para, depois de mais de seis meses, deixar uma pequena homenagem pro meu pai! Finalmente saiu, e foi natural!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-8123119341010722915?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/8123119341010722915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=8123119341010722915' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8123119341010722915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8123119341010722915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/06/sobre-natureza-nas-coisas.html' title='sobre a Natureza nas coisas'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-3573750407787282146</id><published>2008-05-27T13:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T13:36:16.749-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/SDxwmizwqoI/AAAAAAAAAHQ/4x2CeODzi40/s1600-h/dalli_argus.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/SDxwmizwqoI/AAAAAAAAAHQ/4x2CeODzi40/s320/dalli_argus.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205159076814695042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto gasto energia demais com coisas de menos&lt;br /&gt;a vida passa, o mundo passa, as coisas passam, as pessoas passam, as almas passam&lt;br /&gt;fico eu, com meus botões e minhas dualidades&lt;br /&gt;ficam as pessoas, com seus botões e suas dualidades&lt;br /&gt;porque precisamos abrir mão das coisas do mundo&lt;br /&gt;para podermos ser quem realmente somos e viemos ser&lt;br /&gt;não precisamos de powerpointos motivacionais ou sensabilizadores&lt;br /&gt;não precisamos de imagens chocantes para sermos solidários&lt;br /&gt;não precisamos ler para saber&lt;br /&gt;não precisamos ver para sentir&lt;br /&gt;não precisamos nos comparar com outros que têm dificuldades para sermos sensíveis à dor do outro ou percebermos as possibilidades e responsabilidades daqueles que optam por vir a esse mundo&lt;br /&gt;não!&lt;br /&gt;só precisamos ouvir nosso coração, só isso, nada mais que isso!!!&lt;br /&gt;só precisamos aproveitar nosso tempo para isso...&lt;br /&gt;só precisamos amar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Escrevi isso enquanto esperava para ser atendida pela Claro, que me enviou quatro telefones sem eu pedir e continua cobrando as faturas até hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;A imagem é de um quadro do Salvador Dalli, seu nome é Argus. Tirei de um site muito bacana que é como se fosse um museu, você escolhe o andar, o elevador te leva etc... não sei se é em software livre, mas segue o &lt;a href="http://www.daligallery.com/"&gt;link&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-3573750407787282146?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/3573750407787282146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=3573750407787282146' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3573750407787282146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3573750407787282146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2008/05/enquanto-gasto-energia-demais-com.html' title=''/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/SDxwmizwqoI/AAAAAAAAAHQ/4x2CeODzi40/s72-c/dalli_argus.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-5054107606127814349</id><published>2007-08-13T10:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T10:31:48.896-07:00</updated><title type='text'>silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;silenciada estou, não sei quando volto mais...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RsCVN66NibI/AAAAAAAAAB8/HL5_uFjHUQg/s1600-h/silencio0502_keep-silence.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RsCVN66NibI/AAAAAAAAAB8/HL5_uFjHUQg/s320/silencio0502_keep-silence.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098238844567652786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(imagem: &lt;a href="http://vitrinemt.blogspot.com/2007/05/silncio.html" target="_top"&gt;vitrinemt.blogspot.com&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-5054107606127814349?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/5054107606127814349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=5054107606127814349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/5054107606127814349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/5054107606127814349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/08/silncio.html' title='silêncio'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RsCVN66NibI/AAAAAAAAAB8/HL5_uFjHUQg/s72-c/silencio0502_keep-silence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-3598788830724493725</id><published>2007-07-30T17:45:00.000-07:00</published><updated>2007-07-30T17:54:04.256-07:00</updated><title type='text'>eu não sabia...</title><content type='html'>Quando eu resolvi nascer, eu não imaginava que seria tão complexo assim...&lt;br /&gt;preciso voltar a esse estado!&lt;br /&gt;cansei, cansei, cansei!&lt;br /&gt;cansei de ser idiota!&lt;br /&gt;cansei de ser complexa!&lt;br /&gt;preciso ser simples!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu Rubem Alves, "simplicidade é isso: escolher o essencial"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso voltar a ser criança... na essência... "Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças..." (Fernando Pessoa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-3598788830724493725?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/3598788830724493725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=3598788830724493725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3598788830724493725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3598788830724493725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/eu-no-sabia.html' title='eu não sabia...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-7685043916256220760</id><published>2007-07-25T12:21:00.001-07:00</published><updated>2007-07-25T12:29:53.327-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqejrK6NiXI/AAAAAAAAABc/0icXeekr8OY/s1600-h/animal.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqejrK6NiXI/AAAAAAAAABc/0icXeekr8OY/s320/animal.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091217865823848818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A galeria A Gentil Carioca (Rio) apresenta obras dos artistas chilenos Johanna Unzueta, Cristóbal Lehyt, Diego Fernández (imagem) e Felipe Mujica, todos residente em Nova York; de 27/7 a 25/8 - Fonte: www.uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-7685043916256220760?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/7685043916256220760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=7685043916256220760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/7685043916256220760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/7685043916256220760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/galeria-gentil-carioca-rio-apresenta.html' title=''/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqejrK6NiXI/AAAAAAAAABc/0icXeekr8OY/s72-c/animal.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-8550334053830848520</id><published>2007-07-25T12:06:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T12:32:42.741-07:00</updated><title type='text'>fui...</title><content type='html'>é, consegui uma televisão aqui no departamento e estamos assistindo o jogo de vôlei da seleção masculina contra a seleção mexicana....&lt;br /&gt;e que jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqelEq6NiZI/AAAAAAAAABs/3Dwko79wSgc/s1600-h/giba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 178px; height: 230px;" src="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqelEq6NiZI/AAAAAAAAABs/3Dwko79wSgc/s320/giba.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091219403422140818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ontem eu já tinha assistido o jogo contra os cubanos... e que beleza!!!&lt;br /&gt;tava aqui sentada, fazendo meus telefonemas vespertinos e vendo o jogo...&lt;br /&gt;sabe, fui ficando impressionada, porque os jogadores brasileiros têm tanta garra... para eles nenhuma bola é pertida, nenhum ponto é perdível e nenhuma concretização de ponto não merece comemoração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que animal trabalhar e viver assim não é???&lt;br /&gt;vibrar sempre, dar importância para todas as coisas e comemorar, comemorar...&lt;br /&gt;se sentir vitorioso, não desperdiçar as chances!!!!!&lt;br /&gt;tomei uma decisão: desliguei o computador, larguei a caneta e vou embora daqui um ponto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-8550334053830848520?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/8550334053830848520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=8550334053830848520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8550334053830848520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8550334053830848520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/fui.html' title='fui...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqelEq6NiZI/AAAAAAAAABs/3Dwko79wSgc/s72-c/giba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-8994113061489839750</id><published>2007-07-25T08:58:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T09:12:57.252-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>hoje a menina flor acordou num acordar diferente&lt;br /&gt;não tinha sol nem falta de sol...&lt;br /&gt;tinha apenas uma sensação boa pairando no ar...&lt;br /&gt;um cansaço descansado&lt;br /&gt;um respirando profundo&lt;br /&gt;o tempo era diferente, era outro, um tempo que não se conta em horas...&lt;br /&gt;e ela pensou: ai que saudade que eu tava de mim mesma!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-8994113061489839750?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/8994113061489839750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=8994113061489839750' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8994113061489839750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8994113061489839750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/blog-post.html' title='...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-7053965874657072920</id><published>2007-07-24T11:18:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T11:45:54.305-07:00</updated><title type='text'>colagem...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"quem anda 200 jardas sem vontade, anda seguindo o próprio funeral...&lt;br /&gt;anda vestindo a própria mortalha..."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Walt Withman)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Li isso num dos contos desse livro aí do Rubem Alves, que a mãe do Bru fez a gentileza presentesca de me emprestar. Me tocou intensamente, não pelo motivo em si do conto, ou será que o motivo do conto não é esse mesmo: escolhas e liberdades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando: é a gente que anda sem vontade, ou é a vontade que se descolou da gente?... de que vontade será que estamos falando.... não acho que é a mesma coisa que desejo... mas muitas vezes sabemos que determinado caminho é certo, mas não temos vontade de seguí-lo... será que dá para achar a vontade ou a nossa noção de certo que está errada... está certo algum caminho que nos faça caminhar sem vontade?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que é saber que está certo? o que sabe: nossa cabeça, nosso coração, nosso senso de responsabilidade?... tudo isso junto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu Rubem, está dito nas Sagradas Escrituras: "Como andarão dois juntos se não estiverem de acordo?"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como andarão a alma, a mente e o coração juntos, se não estiverem de comum acordo? Caminhar sem vontade, mas por senso de responsabilidade ou amor mostra um desacordo entre todas as partes... é possível negociar esse acordo nesse caminho e encontrar a vontade??? ou é preciso mudar os caminhos num novo acordo e caminhar com vontade???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fato é que não dá pra ficar descolado nem da vontade, nem da alma, nem da mente e nem do coração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-7053965874657072920?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/7053965874657072920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=7053965874657072920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/7053965874657072920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/7053965874657072920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/colagem.html' title='colagem...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-3025524166421952733</id><published>2007-07-23T10:20:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T11:25:51.684-07:00</updated><title type='text'>do verbo viver...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqTo4K6NiUI/AAAAAAAAABM/-9uGi2WBEoc/s1600-h/picasso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqTo4K6NiUI/AAAAAAAAABM/-9uGi2WBEoc/s320/picasso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090449530534332738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia estava pensando sobre se eu fosse privada das coisas deste mundo, do que eu mais sentiria falta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que seria bem difícil viver sem os livros... adoro música, adoro cinema, mas os livros... acho que eles estão numa outra esfera pra mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim pensando nisso e me lembrei de um amigo que adora ler e sempre leu muito.... mas faz alguns poucos anos que sua visão está diminuindo... hoje ele só tem 20% da visão em uma das vistas. Até alguns meses atrás ele conseguia ler. Sua disciplina é tamanha que se sentava todos os dias as mesmas uma hora para ler... no começo lia 10 páginas por dia, mas faz uns dois meses que não consegue mais ler... sua mulher, então, lê para ele... mas noutro dia ele me confessou que tentou ler sozinho novamente... não conseguiu... fiquei pensando na estranheza dessa situação... para alguém que devia ler mais de um livro por semana... e ler é exatamente uma das coisas que ele mais sente falta agora que está quase cego... e olha que ele é arquiteto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tentei me imaginar na situação dele, mas não consegui.... o que consegui foi pensar nas pessoas que enxergam, mas não sabem ler ou escrever... que estranho isso deve ser!!! meu amigo está perdendo a ferramenta (seus olhos), mas têm o conhcimento... essas pessoas têm a ferramenta, mas lhes falta o conhecimento... e é mais fácil adquirir o conhecimento do que trocar a ferramenta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que mundo louco esse em que muitas ferramentas existem mas ficam sem uso por causa da falta de conhecimento... e justo o conhecimento que é a parte mais fácil de ser trocada, transmitida, transferida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mulher do meu amigo empresta sua ferramenta para ele... os olhos dela lêm para ele... mas é ele, com seu conhecimento e suas outras ferramentas que sentem e aprendem e apreendem as palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como seve ser não saber ler... olhar para as palavras e ver o que??? o Bru me disse que deve ser como a gente que é brasileiro tentar ler um texto em alemão ou aramaico... mas não sei, acho que é diferente, porque o mundo das palavras já nos foi aberto... e por mais que a gente não decodifique, a gente sabe que isso é decodificável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao mesmo tempo, fico pensando que deve ser um mundo mágico em que vivem as pessoas que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqTpDa6NiVI/AAAAAAAAABU/VTNvZc3TAVM/s1600-h/thPicasso_-_rapariga_a_escrever.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqTpDa6NiVI/AAAAAAAAABU/VTNvZc3TAVM/s320/thPicasso_-_rapariga_a_escrever.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090449723807861074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; não sabem ler e têm a sorte de ter outras pessoas que lhes empresta seu conhecimento... vivem no mundo do ouvir e, portanto, desenvolvem mais esse sentido do que nós que lemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para mim ler é uma experiência tão pessoal, privada, solitária... fico achando que quando alguém lê para você, a experiência do livro é outra... nem melhor, nem pior, mas outra... confesso que acho que teria muita dificuldade em me adaptar a essa experiência... mas acho que ela ampliaria muitos horizontes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que sorte tem esse meu amigo, porque de certa maneira foi obrigado a ampliar seus horizontes do sentir... passando de uma leitura visual e solitária, para outra auditiva e dependente... que efeitos devem causar as palavras que antes ele lia e agora ele ouve... que efeito isso deve causar em sua vida, em sua alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mundo é tão cheio de possibilidades... quantos são os horizontes que ainda não conheço, não vivi, não senti.... quantos são então os que ainda nem imaginei!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagens&lt;/span&gt;: Pablo Picasso: "The Old Guitar Player" e "Escrever")&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-3025524166421952733?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/3025524166421952733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=3025524166421952733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3025524166421952733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/3025524166421952733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/do-verbo-viver.html' title='do verbo viver...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RqTo4K6NiUI/AAAAAAAAABM/-9uGi2WBEoc/s72-c/picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-4747066282190548727</id><published>2007-07-11T08:11:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T08:16:32.358-07:00</updated><title type='text'>um espelho de presente...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RpTz_5YMhpI/AAAAAAAAABE/WDYnT78QRQY/s1600-h/mulher_no_espelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RpTz_5YMhpI/AAAAAAAAABE/WDYnT78QRQY/s320/mulher_no_espelho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085958158267745938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Adoro cartas... adoraria receber cartas, me corresponder com as pessoas... as cartas trazem presentes maravilhosos...&lt;br /&gt;Esse texto aqui um amigo me passou por e-mail, mas era o tipo de presente pra ser aberto dentro dum envelope...&lt;br /&gt;deliciem-se!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:larger;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Antes do texto, vale uma breve contextualizada sobre a autora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Linda Lee A. Zihan&lt;/span&gt; é professora de filosofia. Não está trabalhando em nenhuma instituição atualmente. Ela também não trabalha para nenhuma ONG. É simplesmente uma pessoa que perambula pela Europa, principalmente pelos lugares pobres, com seu próprio dinheiro de aposentada. Seus textos são baseados nas conversas que ela tem com jovens (em geral pobres) nas ruas, em diversos países. Atenção: os textos de Linda não são textos fictícios para o "ensino de filosofia para jovens", no estilo de métodos desse tipo que proliferam. Os textos são baseados em conversas que realmente aconteceram com jovens desenraízados por conta de guerras e de toda a mudança geopolítica dos últimos anos. Os escritos de Linda não são traduzidos, ela aprendeu português com seu pai, brasileiro, que morreu na II Guerra Mundial em combate contra o nazismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Nietzsche Fofoca: "Sócrates - viciado, drogado e ... jogador!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que mais a gente gosta de fazer na vida? Tanto homem quanto mulher? Fofocar! É mêu, não vá na onda de que só mulher é fofoqueira não. Homem também é. Todo mundo quer saber da vida de todo mundo. Você conhece aquela expressão "eu queria ser um mosquitinho para saber o que ele ou ela está fazendo agora"? O que é isso? Pura tesão de entrar na vida do outro, xeretear e sair sem ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era mais jovem, e não tinha umas tetas tão caídas como agora (bem, não está de jogar fora, está?), uns amigos meus viviam tentando me espiar tomando banho. E eu, que não era burra, sempre deixava um vão na janela estragada lá de casa para eles verem (era uma casa de madeira, meio velha). Não é para me gabar não, mas um francesinho, chamado Joseph, desmaiou de tanta punheta. A mãe dele veio reclamar em casa, dizendo que eu ia matar o menino. Eu acho que eu tinha lá uns 15 anos e ele tinha uns 13, por aí. Mas tudo ficou por isso mesmo, porque minha mãe não entendia francês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é assim: a gente adora olhar em buraco de fechadura e ver alguém tirando a roupa ou mesmo não fazendo nada. A gente quer só ficar ali, espreitando. Olhamos não só pelo gosto de olhar. Aliás, nem é uma questão que querer ver pinto, bunda ou uma pussy mais peluda ou menos peluda. Olhamos porque queremos fofocar, falar do outro, encontrar um segredo e ir direto na vizinha ou no vizinho contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele negócio da tara do Sócrates pela cicuta também virou fofoca. E aí começou a juntar gente, para falar que ele era um santo homem, que havia morrido pela filosofia e por aí foi a história. Um belo dia, um desses espíritos de porco, fofoqueiro maldoso, resolveu inverter tudo, e contar uma outra história do coitado do Sócrates. Ele misturou um monte de coisa real (vai lá saber se era real, também!) com coisa da cabeça dele, e desenhou prá todo mundo um novo Sócrates. E como fofoca pega, a dele não deixou de pegar. Veja só o que fez esse filha de uma égua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele perguntou assim, ó. "Como é que um cara feio como Sócrates, podia ter tantos discípulos, jovens e gostosinhos, que iam com a cara dele?" E de fato o Sócrates não era nenhum Brad Pitt. "Como é que um cara que tinha a língua presa, e que falava meio enrolado, podia seduzir as pessoas na conversa?" É cara, Sócrates não escreveu nada! Ficou famoso e não escreveu nada, os outros escreveram o que ele falou! E ele falava mal. E ainda por cima era pobre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode ver se isso não é fofoca. O homem estava mortinho, já fazia 25 séculos, e o Nietzsche inventou de pegar no pé do cara. E inventou umas coisas loucas - mas engraçadas - sobre o Sócrates. E quando um cara inventa uma boa fofoca, ele é mostra que é um gênio. E Nietzsche foi um gênio. Filosofia, aliás, é isso, saber fazer uma boa fofoca, que possa pegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que os gregos haviam ficado doentes, ou seja, eles perderam os instintos e ganharam o intelecto, a razão. Do modo que Nietzsche falava: os gregos começaram a deixar de ser helenos e se tornaram gregos somente. E então, nunca mais foram felizes. Começaram a deixar de agir instintivamente e começaram a ter de pensar nas coisas. Sabe-se lá porque isso aconteceu, ou se aconteceu mesmo, mas que a fofoca do Nietzshe pegou, ah, isso pegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais, vejam só a que ponto chega um homem como o Nietzsche, que dizem que nunca conseguiu muita coisa com mulher: ele deve ter visto aquele quadro que eu falei, aquele que tá todo mundo chorando e o Sócrates brindando com a cicuta na mão, e pensou: "mas que cara mais doidão!". E o Sócrates tomou de uma golada só, que nem cowboy. Virou! E morreu relax. E Nietzsche, que deve ter visto o quadro, quis explicar aquilo - e nada melhor que filosofia, ou seja, uma grande fofoca, para explicar aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filósofo serve para fofocar e inventar explicação prá coisa que nem sempre tem explicação. Ele disse que o Sócrates morreu daquela maneira, com a cara com que morreu o Kevin Spacey no filme "Beleza Americana". Super tranqüilo. Então Nietzsche falou: "puta cara que queria ver o mundão terminar em barranco para ele nem ter de deitar prá morrer 3/4 que cara folgado". E completou: "esse tal de Sócrates, nunca gostou da vida" (gente que não gosta da vida, no palavreado de Nietzsche, é um negócio que a gente chama de niilista). E Nietzsche continuou: "e o povo grego, quando era heleno, sabia gozar a vida em todos os seus lados, mas depois, ficou doente, e sabem quem eles escolheram como médico? Sócrates!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou advinhando que você não tá entendendo nada! Nietzsche disse que os helenos estavam doentes e escolheram Sócrates, o mais doente dos doentes, o mais loucão, o cara que brindou a cicuta, para médico deles? Sim! Sim! Esse é que foi o truque: achar um médico de almas (o filósofo) que fosse o mais doente e tivesse arranjado um remédio para ele mesmo. Pois foi isso que Sócrates, nessa fofoca do Nietzsche, fez. Ele, Sócrates, usou da seguinte tática: se não temos mais instinto para nos guiar, e agora temos a razão, e somos obrigados a refletir e a calcular, então vamos usá-la como um divertimento que restou, vamos usá-la fazendo um tipo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, você tem de entender: não havia fliperama, não havia videogame, não tinha computador, os caras não tinham uns jogos legais. E eles eram super jogadores (afinal, não foi esses caras que inventaram o tal de Jogos Olímpicos?). Eles eram super agon, isto é, eles eram agonísticos, ou seja, jogadores-brincalhões. Tesudões em jogos, em brincadeiras. Não podendo mais se divertir naturalmente, espontaneamente com os instintos, eles passaram a se divertir com o debate de idéias de uma forma muito deles: a dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh! Que caralho heim? DIALÉTICA! Taí uma coisa que você pode experimentar: é um jogo. Como se joga essa porra? Vou dar o serviço. Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara chega prá você e diz que comeu uma mina ou a mina chega e diz que tem um carinha virgem que ela vai traçar, ou já traçou. Aí, só para sacanear, você diz assim: "porra, mêu, cê é comedô, heim!" "Também, pudera, você é gostosão (ou gostosona) e bonito (ou bonita)". Toma um troço aí comigo (mas não a cicuta!) e me diz uma coisa: "o que é a beleza?" E você continua, já chamando a galera prá mesa do boteco. "Olha, aposto um caixa de Brahma da Antártica com você se você me responde essa". Aí, seu parceiro de jogo (sim, porque nesse momento o agon já começou, vocês já tão no jogo) vai falar coisa do tipo "ahhh, beleza prá mim é a Sharon Stone". Ou: "beleza, mas beleza mesmo, é o Brad Pitt peladinho". Ou ainda, "que nada, beleza tá estampada na boca da Angelina Jolie, super sexy". E mais: "beleza não tem nada a ver com o Brad Pitt, mas sim com aquele negócio meio charmosão, que vem com a idade, que é a coisa do Richard Gere". Bom, depois que todo mundo dá opinião, aí você diz, sabidão: "você se fuderam, o que todos vocês me vomitaram não é beleza mas é exemplo particular de uma coisa particular que cada um de vocês vê como atrativo". "É uma coisa bonita, mas não é a Beleza, com "B" maíúsculo". Não é a Beleza porque não pega todas as coisas belas, tanto é que em vez de gerar acordo, gera discordância. E você continua, como um Sócrates: "eu estou a fim de saber de uma coisa geral, grande, que pegue tudo, que se chama conceito - o que eu quero é o conceito de Beleza". E então, você paga nova rodada de cerveja e o jogo continua; continua a dialética, o diálogo, o agon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí cara, foi isso que o Sócrates inventou e de fato foi isso que o Platão, seu discípulo mais famoso, escreveu dele. Mas o Nietzsche disse que isso tudo era uma forma de medicina, de medicamento: Sócrates teria aplicado essa brincadeira sobre si mesmo depois que ele percebeu que não era mais heleno, que não tinha mais instintos, que ele tinha uma razão hipertrofiada, e que então ele teria de se divertir com o que sobrou. Fez de um defeito de nascimento uma virtude. Nasceu não grego-heleno em uma terra de gregos-helenos. Então, tinha de arrumar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juventude se deixou levar por Sócrates porque ele ensinou os gregos a continuarem a brincar, a se divertir, agora não mais seguindo os desejos de Dionísio (um deus que gostava de coisas orgiásticas e extravagantes) em comum acordo com Apolo (um deus que gostava das coisas bem arrumadinhas, geometrizadas). Os helenos eram felizes porque tinha instintos que arrumavam neles a vontade de Apolo e de Dionísio em perfeita harmonia (é mole?). Quando perderam isso, eles se fuderam! Ou iam se fuder, se não aparecesse Sócrates. Aí então, o mais doente entre eles, Sócrates, inventou esse novo agon, a dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom! Já sei que você está dizendo que se alguém consegue ser uma pessoa que nem precisa refletir, raciocinar para viver a harmonia entre a extravagância e a retidão (a vontade de Dionísio e a vontade de Apolo), ficar só com a dialética, é um paliativo, não uma cura. Mas é isso mesmo que Nietzsche disse: médico não cura, médico dá remédio, dá paliativo. Só médico burro cura o doente, pois aí ele perde o cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche inventou tudo isso de Sócrates para poder entender como é que um cara pode ficar tranqüilo na hora da morte. Se um cara fica tranqüilo na hora da morte é porque ele já estava cansado da vida. E talvez Sócrates fosse mesmo um "cansado da vida". Pois a vida, não é só o bem, ela é o bem e o mal, a vida, não é só o certo, ela é o certo e o errado. Nietzsche sempre achou Sócrates e a maioria dos filósofos uns cansados da vida, pois eles, em suas filosofias, querem eliminar o errado, o falso, o mal, o feio, e então, fazendo isso, dão mostras de que são incapazes de amar a vida, amar os fatos, aceitar a vida - sem resignação, sem esse negócio de ficar como aquela hiena do desenho da Hanna Barbera, "ó vida cruel, ó desgraça". Não, não é isso. Nietzsche queria o amor fati - a idéia de que poderíamos tomar a vida em todos os seus múltiplos aspectos. Não podendo mais fazer isso por instinto, Sócrates teria tido fama porque conseguiu uma imitação dessa felicidade usando a razão, o jogo da busca de conceitos, a tal da dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode não acreditar em Nietzsche. E se você ver a vida dele, vai ver que ele tentou de tudo para comer uma mulher com nome de vaca, a Lou Salomé, e dizem que não conseguiu, que ela deu prá todo mundo menos prá ele. Mas apesar disso, cê tem de concordar, ele era imaginativo nessa história que inventou para o Sócrates. Um puta de um fofoqueiro, aliás, pois essa história também pegou (olha, essa tal de vaca, a Salomé, era a Demi Moore da época, ou, no meu caso, o George Cloney; ou se quiser, a Tiazinha ou sei lá, a Feiticeira - era aquela coisa que tudo mundo queria dar uma trepada com ela, até o Freud mêu, até o Freud - puta merda, já estou falando de outra história, que nem tem nada a ver; então chega!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo dia que eu encontrar você, quero lhe mostrar o quadro de que falo tanto, aquele com o Sócrates tomando a cicuta. Não me deixe esquecer, tá?&lt;br /&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Mulher no espelho (Pablo Picasso)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-4747066282190548727?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/4747066282190548727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=4747066282190548727' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/4747066282190548727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/4747066282190548727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/um-espelho-de-presente.html' title='um espelho de presente...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/RpTz_5YMhpI/AAAAAAAAABE/WDYnT78QRQY/s72-c/mulher_no_espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-8755471125482021075</id><published>2007-07-10T09:21:00.000-07:00</published><updated>2007-07-10T09:22:03.808-07:00</updated><title type='text'>enquanto isso...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;enquanto isso&lt;br /&gt;uma nuvem passava&lt;br /&gt;a estrada acabava&lt;br /&gt;um rosa se abria&lt;br /&gt;uma folha caia&lt;br /&gt;um botão rodava&lt;br /&gt;um dia nascia&lt;br /&gt;um amor acontecia&lt;br /&gt;o barco atracava&lt;br /&gt;a onda afogava&lt;br /&gt;o carro surgia&lt;br /&gt;uma porta se abria&lt;br /&gt;e a menina sorria&lt;br /&gt;e a menina sentada&lt;br /&gt;e a menina esperava&lt;br /&gt;e a menina dormia&lt;br /&gt;e a vida ia, e a vida ia...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-8755471125482021075?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/8755471125482021075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=8755471125482021075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8755471125482021075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/8755471125482021075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/enquanto-isso.html' title='enquanto isso...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4755672232460443683.post-1605434139299454222</id><published>2007-07-05T12:06:00.002-07:00</published><updated>2007-07-05T13:07:28.370-07:00</updated><title type='text'>três pontinhos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/Ro1CSpYMhoI/AAAAAAAAAA4/EabwRVkoA_g/s1600-h/Img0020.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/Ro1CSpYMhoI/AAAAAAAAAA4/EabwRVkoA_g/s320/Img0020.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083792442483574402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;Eu não quero as coisas mundanas,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;pelo menos não as desse mundo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;troco fácil tudo por uma vida mais simples&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;mais cheia de despertares prolongados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de pijamas que andam sozinhos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de cafés com bolo no final da tarde&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de "bom dias" que têm importância&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de andar sem eira nem beira nem pressa nem ponteiros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de olhar sem intenção sem solução&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de ser interrompida pelo silêncio e contemplar o mundo e a vida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de noites com gosto de infância&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;de me pegar a imaginar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:lucida grande;font-size:100%;"  &gt;e imaginando viver e viver e vier...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;acho que só não conseguiria trocar fácil os livros e o cinema...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755672232460443683-1605434139299454222?l=soassimesmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soassimesmo.blogspot.com/feeds/1605434139299454222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4755672232460443683&amp;postID=1605434139299454222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1605434139299454222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4755672232460443683/posts/default/1605434139299454222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soassimesmo.blogspot.com/2007/07/trs-pontinhos.html' title='três pontinhos...'/><author><name>Bertolocca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_m1vLOxo5Pfo/Ro1CSpYMhoI/AAAAAAAAAA4/EabwRVkoA_g/s72-c/Img0020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
